segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Seminário Internacional Democracia em Colapso?


Curso e ciclo de debates que discutem as possibilidades e os limites do conceito de democracia na atualidade.
Com Silvia Frederici, Patricia Hill Collins, Michael Löwy, Angela Davis, Marilena Chauí, Juca Kfouri, Vladimir Safatle, Eduardo Moreira, Maria Rita Kehl, entre outros autores e pesquisadores.

Informações sobre inscrições: 
Inscrições para curso e ciclo de debates a partir de 25/9, às 14h.
Ingressos para dias avulsos a partir de 9/10.
•Curso. A Democracia Pode Ser Assim: História, Formas e Possibilidades. R$ 60. R$ 30. R$ 18. 15 a 18/10. Terça, 12h. Quarta a sexta, 10h30.
•Debate. Ciclo de Debates. Valor por dia: R$ 40. R$ 20. R$ 12. Valor pelos cinco dias: R$ 90. R$ 45. R$ 27.
Seminário Internacional Democracia em Colapso?
De 15 a 19 de outubro de 2019
16 anos


Realização: Sesc São Paulo e Editora Boitempo



Fonte: https://www.sescsp.org.br/online/artigo/13544_SEMINARIO+INTERNACIONAL+DEMOCRACIA+EM+COLAPSO

domingo, 29 de setembro de 2019

Coleção de retratos mostra a relação entre humanos e animais - de Steve McCurry

Uma reportagem do portal El País mostra uma coleção de retratos de diferentes lugares, a partir da relação entre humanos e animais - com laços emocionais e não apenas o domínio!

A coleção é do fotógrafo Steve McCurry, famoso fotógrafo do retrato de 1985 de uma garota afegã de olhos verdes.




Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/25/album/1569434584_867091.html


quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Em entrevista, pesquisador afirma que a sexualidade é muito complexa para ser tema exclusivo da família!

O professor universitário, pesquisador e sociólogo Paulo Sérgio do Carmo, em entrevista à Carta Capital explica que a temática da sexualidade no Brasil é envolvida em ignorância e falsas informações - carregadas de estereótipos e valores cristãos.

Alguns pontos importantes na entrevista:
  1. Há um mito de que o brasileiro é liberal sexualmente. Ainda há uma herança de moralidade cristã que levaram ao não esclarecimento da sexualidade. Muitas vezes o tema era visto a partir da dimensão biológica, com ênfase na prevenção de doenças, ou por outro lado, como coisa pecaminosa - maus costumes. 
  2. Nos dias atuais, setores conservadores temem que a educação sexual incite a diversidade  sexual. Não tocar no assunto  é a manutenção da simplicidade moralista de outra época.
  3. Muito se fala de que a educação sexual se trata em casa, e não na escola. "As vezes, para os pais, sexualidade é uma coisa muito simples: basta a relação entre duas pessoas e, pronto, gera uma nova criança e está tudo resolvido. Não é." Carmo afirma ainda que " há uma diversidade e uma complexidade muito grande que a gente não imagina. Colocar a família como a resolução de problemas sexuais não é a solução. Para crianças que são abusadas no lar, o único meio é procurar a escola ...".
  4. O Brasil está dando passos para atrás na questão de gênero. Mas os políticos usam factóides para falar com o eleitor fiel conservador. Esse movimento não será imutável.


quarta-feira, 25 de setembro de 2019

O discurso de Bolsonaro envergonha o país!


Para além de todas as incongruências, confusões, ataques gratuitos a outros chefes de Estado, o discurso enche os brasileiros pensantes de vergonha. O atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, cria falsas análises, ou seja, mente descaradamente. Ataca a soberania de outros países, defende uma direita fascista e surge como um porta voz do agronegócio - contra o meio ambiente e povos da floresta.

Se a Dilma errou muito, o Temer golpista atacou as políticas públicas para o povo brasileiro, o Bolsonaro coloca o Brasil em um patamar muitíssimo perigoso: estimula o descaso com o meio ambiente, faz mal a soberania do país, desdenha da democracia, finca uma trincheira contra a ciência e a educação.

O Brasil se esconde, se apequena, se envergonha diante de outros chefes de Estado na ONU.


"Apresento aos senhores um novo Brasil, que ressurge depois de estar à beira do socialismo."

Esse trecho mostra uma idiotice tamanha diante da ONU. Primeiramente, não é verdade, nem de longe, que o Brasil esteve perto do Socialismo. O neoliberalismo nada de braçada no país - há vários anos. O homem que discursa representando o Brasil é um mentiroso brasileiro - e internacional. 

Fonte: https://oglobo.globo.com/podcast/ao-ponto-que-tv-nao-mostrou-no-discurso-de-bolsonaro-na-onu-23971070


"Em 2013, um acordo entre o Governo petista e a ditadura cubana trouxe ao Brasil 10.000 médicos sem nenhuma comprovação profissional."

Esse trecho da fala do Bolsonaro mistura uma política pública como se fosse algo errado, ou mais ainda, como se fosse um tipo de desvio legal. Outra falácia é o ataque gratuito a profissionais de outro país. Cuba tem uma das melhores escolas de medicina do mundo.


Um governo não se faz com conversa fiada, com falácias e com discursos - mas com ações e programas efetivos. Do orçamento para a questão da segurança pública, o Bolsonaro destinou apenas 6% para a pasta. Na economia, nada anda bem, estamos em recessão. O desemprego continua em alta. Os direitos humanos foram retalhados, não há programas para a resolução de problemas no campo, nem ao menos ações para a questão dos povos indígenas. No que diz respeito a educação pública há o desmonte. A educação perdeu investimentos importantes. Universidades estão com cortes que implicam em enormes retrocessos. 

Em uma pesquisa recente, do pesquisador Reginaldo Prandi, mostra que os maiores entusiastas fanáticos e adeptos ao presidente Jair Bolsonaro são 12% da população. São uma minoria de uma extrema direita conservadora - chamada de heavy [núcleo duro]. O grupo se destaca por garantir uma base social concreta. Em linhas gerais, esse núcleo duro de apoiadores são, em sua maioria, homens brancos, de idade madura, escolarizados e de classe social média e alta. 


sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Voluntário do CVV [Centro de Valorização da Vida] comentam sobre seu trabalho

CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece atendimento gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio. De acordo com o site da associação, são cerca de 1 milhão de pessoas atendidas por voluntários todo ano.

Perguntamos a voluntários do CVV como funcionam os atendimentos e o que mais eles gostariam de dizer sobre o trabalho no centro. Todas as respostas são anônimas e as melhores estão neste post.

1. No CVV todo mundo é voluntário. E cada atendente trabalha cerca de 4 horas por semana, mas há quem trabalhe mais que isso.

2. Nos atendimentos o anonimato é sempre garantido.

3. Os voluntários não têm qualquer tipo de contato com quem liga a não ser o próprio atendimento.
Ele se restringe ao contato feito no momento do plantão. Não há conversa depois, troca de perfis de redes sociais ou números de telefone.
4. Muitas pessoas que procuram o CCV estão cercadas de gente e, mesmo assim, se sentem sozinhas.
"Aprendo sempre com os atendimentos que faço, e me impressiona sempre a pessoa estar cercada de pessoas e se sentir só. A ajuda que oferecemos é compreensão pelo que a pessoa está sentindo e passando. Tento sempre ajudar compreendendo o mundo da pessoa e a situação que ela vive", disse ao BuzzFeed Brasil um dos voluntários.

5. E muitas pessoas falam, sim, claramente que vão se matar.

"Atendimentos em que a pessoa liga e fala claramente que vai se matar sempre marcam. Nesse momento a gente respira fundo e calmamente e inicia uma longa conversa sobre a vida dela, sobre como ela se sente e como tem sido lidar com a dor que ela tem."
"Um atendimento marcante foi de uma pessoa idosa que morava sozinha e se sentia extremamente só. Ela ligou para ouvir um simples 'boa noite' de alguém, como se fosse só para se sentir viva. Depois acabou conversando um pouco".
"A ligação que mais me marcou foi da pessoa que ligou, pegou um violão e queria mostrar as músicas que compôs".
"Uma pessoa falou que estava em um hospital com uma doença em estado avançado e queria alguém para compartilhar seu momento".
"A ligação que mais me marcou foi de uma pessoa que pela primeira vez fez um bolo que deu certo, mas que teria que comer sozinha porque não tinha com quem dividir".


7. As ligações podem ser silenciosas.
"As ligações silenciosas são as que mais marcam, pois desta forma trabalhamos também nossa ansiedade como voluntário. Ajudo acolhendo, aceitando, respeitando e compreendendo a dor".

8. Ouvir pode ser mais importante do que aconselhar.

"Uma coisa muito importante que aprendi no CVV, e que trago para a minha vida, é não aconselhar. Cada um tem uma história, criação e maneira de enxergar o mundo que é muito própria. Não me sinto em condições de dar algum conselho, pois minha visão a respeito do assunto sempre será limitada. Além do mais, o que é bom para mim não necessariamente será bom para o outro. O que posso fazer é acolhê-lo, ouvi-lo, respeitá-lo, para que, ao falar e reduzir a pressão, ele mesmo se ouça e tire suas próprias conclusões".
9. A maioria dos casos está relacionada a perdas (saúde, dinheiro, emprego, amigos, parceiros).

"Em todos as situações me coloco à disposição para conversarmos. O objetivo é criar um clima favorável para que a pessoa desabafe, aliviando aquele sofrimento agudo do momento, com respeito, atenção, sem subvalorizar o seu sofrimento, de maneira que ela possa tomar as decisões que julgar melhores para seguir adiante".

10. Às vezes as pessoas ligam por engano, mas aproveitam para desabafar.

"As ligações mais marcantes são das pessoas que ligam por engano, descobrem que ligaram para o CVV sem querer e aí começam a desabafar".

11. Nem sempre as pessoas que ligam pensam em suicídio: às vezes elas só estão nervosas.

"Uma pessoa ligou 'por engano' para nós querendo atendimento para um acidente de transito que havia sofrido, e com o acolhimento pôde desabafar e se acalmar com o ocorrido".




quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Curso de Não violência nas escolas






Coletivo Humanista de Pernambuco, juntamente com a Universidade Federal Rural de Pernambuco, promove um curso de não violência para ativistas sociais, educadores e comunidade. O curso consiste em educar para promover uma cultura de paz nas escolas.

 


A quem se destina este curso:
- Escolas que já participam de turmas presenciais do Projeto em Pernambuco.
- Escolas envolvidas na Campanha 200 Escolas pela Paz e Não Violência, da Marcha Mundial pela Paz e Não Violência.
- Profissionais que sentem a necessidade de transformar seu local de trabalho, local de afeto ou o lugar que lhe toca viver.
- Estudantes de qualquer nível que tenha a transformação pela educação como missão.
- Pessoas sensíveis a causa da humanização do mundo.
Como será o curso >
O curso conta com 6 módulos que podem ser replicados nas escolas, organizações, universidades ou grupos.
Os 6 módulos são:
- Superando a Violência
- Coerência Humana
- Historia da Não Violência
- Convergir na Diversidade
- Ação Transformadora
- Criação do Núcleo de Não Violência Ativa
O Curso e a Marcha Mundial pela Paz e Não Violência.
O Curso é parte das mobilizações da 2º Marcha Mundial pela Paz e Não Violência que começará na Espanha em 2 de outubro e chegará ao Brasil em dezembro. O Curso durará este mesmo período.
O curso e a plataforma.
Este curso que acontecerá no AVA da UFRPE, é parte da construção de uma Plataforma de Educação Humanizadora e Não Violência Ativa. que será lançada no primeiro semestre de 2020 com objetivo de criar e difundir conteúdos que visem transformar as escolas nos templos da transformação contemporânea. Haja vista a crise que afeta tantas outras instituições neste momento histórico.


Aqui você poderá acessar a apostila que serve de referência para o Curso.  APOSTILA.

Aqui você poderá acessar o formulário de inscrição do Curso. Depois iremos incluir os nomes e dados no AVA da UFRPE e todxs poderão ter acesso ao curso.
Aqui você poderá saber mais sobre a 2º Marcha Mundial pela Paz e Não Violência.
Aqui você poderá conhecer a Escola de Ativismo. Site da Escola de Ativismo


Fonte: https://www.naoviolencianasescolas.org/curso-ead-nucleos