1. A dopamina como estratégia
Não existem pesquisas confirmando que uma caneta nova vai aumentar
sua capacidade de aprender. A ciência, porém, já comprova que qualquer
coisa que nos dá prazer aumenta os níveis de dopamina no organismo e que
este neurotransmissor é um “motivador” para estudar. Então,
periodicamente, dê-se o prazer de ter coisas que gosta, como a caneta em
gel que você “namora”, por exemplo, e terá sempre um “combustível” para
impulsionar seus estudos.
2. Cada um na sua hora
Uma técnica importante no processo de aprender é afastar as
interferências. Já sabemos que estudar para aprender precisa de foco e
concentração. Sabemos também que para ampliar nossa capacidade nesta
área precisamos manter a maior distância possível de todo tipo de
distração, como TV, celular, computador etc.
Entretanto, algumas vezes estamos nos organizando de maneira
equivocada e acabamos por “misturar” o que aprendemos. Por exemplo, se
em dois dias seguidos participarmos de duas festas diferentes, poderemos
facilmente confundir os nomes das pessoas que conhecemos em cada uma,
não é mesmo?
Com os estudos acontece a mesma coisa. Caso você programe matérias
semelhantes para serem trabalhadas sucessivamente na mesma sessão de
estudo, alguma interferência pode acontecer e atrapalhar o seu
aprendizado. Por exemplo, não estude física seguida de matemática. As
fórmulas e cálculos poderão “embaralhar-se” em sua mente.
Faça assim: uma parte de física, seguida de outra de língua
portuguesa e no terceiro tempo, a matemática. Outra sugestão é iniciar
outra sessão de estudos com ela, em outro horário.
3. A aula é uma estratégia de estudo
Você sabe como professores se preparam para dar aula? A maneira
sistemática e lógica de ordenar temas permite que se absorva o conteúdo
mais facilmente, o que se torna fácil também de recuperar na hora de
resolver questões sobre esses assuntos.
Estude como se fosse para ensinar a outros alunos. Pense em como você
exporia a matéria, quais explicações daria e vá organizando o material,
como se fosse para “apresentar”.Inclusive, recite a “aula” para você
mesmo, quantas vezes achar necessário para fixar o assunto.
4. O cérebro quer novidade
Quando aprendemos algo novo, uma rede neural se forma em nosso
cérebro para “marcar” o caminho da informação. Encurtar esse caminho ou
“ensinar” nosso cérebro a reconhecer onde está o que aprendemos é muito
vantajoso quando formos buscar um conhecimento específico.
Auxiliamos na recuperação destas informações, por exemplo, estudando
uma matéria em um ambiente qualquer, diferente do costumeiro. Veja: se
você tem dificuldades em absorver determinado conteúdo de uma matéria,
experimente ir estudar em outro lugar, por exemplo, na varanda, no
jardim, na biblioteca etc. Eleja este local para estudar somente esta
matéria.
Quando você precisar lembrar-se desse conteúdo vai associar ao local diferente, já é um passo para o caminho do aprendizado.
Outra estratégia trata-se de utilizar cores específicas para lidar
com essa disciplina mais trabalhosa. Por exemplo, se você gosta de
verde, prefira escrever, fazer exercícios ou mesmo escolher um móvel ou
almofada nesta cor cada vez que for trabalhar este assunto. A associação
será muito favorecida.
5. A estratégia de ir além
Leia, ouça, fale sempre mais do que o necessário sobre os assuntos
que vai estudar. É cientificamente comprovado que a familiaridade com um
determinado tema ajuda no aprendizado novo ou mais aprofundado sobre
ele. Por exemplo, enxadristas experientes são capazes de memorizar novos
movimentos mais rapidamente do que outras pessoas que não estão
familiarizadas com o xadrez.
Então, o que você faz? Procure assistir palestras, vídeos, aulas, ler
artigos de revista ou científicos, conversar com pessoas que entendam
do assunto para melhor se capacitar em aprender mais e melhor.
6. O “cramming” não é uma boa estratégia para aprender
O que será mais eficaz, uma sessão de estudos com 4 horas
ininterruptas, (conhecido como “cramming”) em um domingo à tarde ou 1
hora de estudos a mais a cada noite na semana? É sabido desde os
primórdios da psicopedagogia que se aprende melhor quando “fatia” os
episódios de estudo. Recentemente foi descoberto o motivo.
Neurobiólogos americanos descobriram um mecanismo biológico que
contribui para o efeito intensificador do treinamento espaçado: as
sinapses cerebrais (“os caminhos do aprendizado”) fixam memórias muito
melhor quando ativadas por breves instantes em intervalos de uma hora.
Por isso, sabemos que há um limite de tempo no qual você consegue ficar
fixado no mesmo tempo sem “cansar” e começar a não mais reter o que está
vendo, ouvindo ou lendo.
Então, permanece a estratégia de dividir o tempo de estudo com
pequenos intervalos para dar um novo “start” no cérebro e aumentar a
capacidade de armazenamento. É bom lembrar, no entanto, que cada “fatia”
deve ser antecipadamente programada, com objetivo e método definido
para não perder tempo.
7. A lista: uma estratégia de muitas aplicações
Quando você acaba de estudar um ponto do seu programa é sempre bom
fazer uma revisão do que aprendeu. Uma excelente estratégia é fazer uma
lista de tudo que você memorizou, depois comparar com que realmente
continha o ponto estudado.
Assim, você poderá facilmente detectar onde estão seus pontos mais
fortes e os não tão fortes dentro daquele assunto. Listas são bem mais
fáceis de serem assimiladas. Use tópicos, coloque em ordem alfabética ou
crie seu próprio padrão para fixar.
Por exemplo, ao aprender uma lista de códigos, atribua um símbolo
para cada um, ou para cada grupo que seja fácil de levar a toda ordem da
lista. Se este for o caso, escolha símbolos que lhes sejam familiares
de alguma maneira.
Esta estratégia é conhecida como efeito de posição serial. “Serial”
significa simplesmente algo em uma série. Os elementos iniciais e os
elementos.
Coloque em prática essas dicas e bom estudo!
Fonte: https://canaldoensino.com.br/blog/neaf-oferece-aulas-online-gratuitas-para-concursos-publicos