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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Em entrevista a Revista Fórum, João Pedro Stedile, afirma que o futuro do Brasil é ser um novo Chile

por Revista Fórum

João Pedro Stedile na entrevista. Foto: Valter Campanato


Em entrevista ao UOL, o coordenador nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), João Pedro Stedile avalia que a classe trabalhadora brasileira pouco se mobilizou contra as reformas realizadas pelo governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PSL), mas que isso é “questão de tempo”. De acordo com ele, por conta das medidas neoliberais do atual governo, “o futuro que nos aguarda é o Chile”.

“Certamente o povo brasileiro vai se levantar muito antes do que o Bolsonaro imagina”, avalia Stedile. “Enquanto permanecer esse tipo de política, essa visão estúpida do [Paulo] Guedes, o futuro que nos aguarda é o Chile”, conclui, em referência à economia liberal do país vizinho que gerou as recentes manifestações populares contra o governo chileno. Para ele, ainda, Bolsonaro não tem base social nas Forças Armadas para cumprir a promessa de reprimir eventuais protestos no país.

“A classe trabalhadora não se mobilizou, mas isso é só questão de tempo. Porque a lógica da mobilização das massas não é uma questão que depende de direção ou nós aqui decidirmos. Há uma lógica que leva um tempo até as massas se darem conta”, explica Stedile, defendendo que o país verá em breve grandes mobilizações contra o atual presidente.

O coordenador do MST ainda compara a situação chilena com o cenário de outros países da América Latina. “Vocês viram aí no Chile. Foi aumentando, aumentando a panela de pressão. Aí quando eles aumentaram em 20 centavos a passagem do metrô, explodiu. Ou seja, todo aquele tensionamento vai explodindo. Assim aconteceu no Peru, assim aconteceu no Equador. Aqui no Brasil também vai ser assim”, explica.



Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/enquanto-permanecer-essa-visao-estupida-do-guedes-o-futuro-que-nos-aguarda-e-o-chile-diz-stedile-do-mst/

quarta-feira, 29 de março de 2017

Privatização da água - Entrevista com um líder de Cochabamba [Bolívia]

Por Mariana Pitasse
Do Brasil de Fato
No início de março, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB) sancionou a lei aprovada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que permite a venda da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). A medida foi aprovada mesmo após inúmeras manifestações contrárias. No entanto, militantes e movimentos populares estão se reorganizando para evitar a privatização seja concluída. Nos anos 2000, uma massiva mobilização popular conseguiu expulsar uma transnacional que geria o sistema de água e esgoto de Cochabamba, região central da Bolívia. Para compartilhar a experiência da Guerra da Água, o Sindicalista boliviano Oscar Olivera esteve no Rio de Janeiro a convite do mandato do vereador Renato Cinco (PSol). Em entrevista ao Brasil de Fato, Oscar falou sobre o processo de mercantilização da água e as semelhanças entre as privatizações da Bolívia e do Brasil.

Brasil de Fato: Na sua avaliação, como se tornou natural ter que pagar pela água?
Oscar Olivera: Eu acredito que é uma visão urbana que traz a mercantilização da água. Nas áreas rurais a água é considerada como bem comum. Na Bolívia, em particular, não se paga pelo serviço da água nas áreas rurais. Lá há uma relação de reciprocidade do homem e o meio ambiente, preservando a água. Assim, não existe o dinheiro como forma de intercâmbio para o seu consumo. Nas zonas urbanas sim, porque que o capitalismo alcançou esses espaços com muita força, não só nos negócios, mas também nas relações sociais. Acredito que é parte de uma ideologia capitalista que incorpora o dinheiro não somente como geração de lucro mas também para romper com um hábito espiritual, moral e de sentimento da convivência social entre as pessoas.

E como se dá esse processo?
As pessoas são vistas pelo que tem não pelo que são. É antes de tudo a imposição de uma ideologia. E essa ideologia, como todas as outras, tem uma estrutura que vê o dinheiro como o controlador das coisas, como a única forma para viver melhor, como troca também nas relações sociais. Isso opõe a toda a natureza humana, baseada em valores tão profundos que estão se perdendo, como a reciprocidade, a solidariedade, a transparência. Estamos vivendo uma grande luta ideológica e se não vencermos estaremos acompanhando um processo de fortalecimento ainda maior do capitalismo. Por isso a água pode ser considerada como ouro nesse ciclo, porque o capitalismo transformou a água em uma forma de poder. Todos os conflitos de água no mundo tem essa característica. Quem controla a água domina e manipula os povos.

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Como avalia o avanço das privatizações no Brasil?
Hoje estamos assistindo um processo em que é preciso barrar as privatizações e trabalhar para construção política. Uma barreira contra o individualismo, o neoliberalismo e a morte. É momento de devolver às palavras seu verdadeiro sentido. Antes se falava abertamente em privatização, mas quando os neoliberais viram que era uma palavra muito forte, eles trocaram por concessão. É uma forma sutil de privatização. Quando o povo recupera o verdadeiro conteúdo das palavras, ganha força porque meias palavras impedem a mobilização. A privatização, da perspectiva dos que sofrem com ela, significa expropriação. Não somente das riquezas naturais, mas do patrimônio coletivo, que são as empresas públicas, construídas com esforço de gerações e gerações. Toda privatização significa expropriação de algo que tem a ver com a construção coletiva. Nesse sentido, temos que retomar também o sentido da democracia, que é o mesmo que depositar um voto, de quatro em quatro anos, para que não mude nada? Ou significa dar voz a quem vai, de fato, nos representar? A democracia representativa já não funciona do jeito que está, é preciso recuperar não só a palavra mas a ação democrática.
Qual a aproximação com o que aconteceu na Bolívia e o que está acontecendo no Brasil?
Os processos de privatização são similares em todos as partes do mundo. Acredito que o que aconteceu em Cochabamba, está acontecendo aqui no Brasil, com maior dureza, porque faz 17 anos da privatização em Cochabamba e o neoliberalismo aprendeu e estabeleceu táticas mais cruéis contra o povo. Portanto, o processo de expropriação é mais duro e por isso a resposta da população tem que ser mais forte, mais organizada, mais digna. Porém, as pessoas não têm a possibilidade de enfrentar e resistir sozinhas.
De que forma deve se formar essa resistência?
Hoje, acredito que o Rio de Janeiro e o Brasil, precisa do apoio de outros povos. Em Cochabamba não houve, porque não havia a internet como existe, o Whatsapp, o Facebook, tantos elementos que possibilitam uma comunicação imediata. Porém, essas coisas mudaram e o Brasil terá que resistir acompanhado. A privatização significa corrupção, um desconhecimento do que estão negociando.  A privatização ignora a existência das pessoas, do território, onde vivem humanos e também os animais, as plantas, toda uma biodiversidade. A privatização da Cedae afetará 7 a 10 milhões de pessoas, em Cochabamba afetou um pouco mais de 1 milhão, as dimensões são diferentes, mas as ações vão ser as mesmas. Os processos de privatização são iniciados pelos mesmos em todas as partes do mundo: as mesmas transnacionais, os mesmos bancos, os mesmos governos cúmplices das privatizações, a mesma polícia que reprime a população e também, por outro lado, as pessoas que se organizam e estão dispostas a resistir. Essa luta brasileira, em toda a América Latina, consideramos como uma luta nossa.

Acredita que as pessoas aqui estão aceitando a privatização passivamente? O que falta para uma grande mobilização?
Minha presença aqui é justamente para compartilhar experiências e ideais que vivi na Bolívia e acompanhei em outras partes do mundo. Também é importante compartilhar as preocupações e os fracassos que tivemos. De todo modo, vim aqui para ajudar a levantar o ânimo das pessoas. Os processos de privatização acontecem em muitas partes do mundo, se convertendo em um confronto direto entre os povos e os grandes poderes políticos e econômicos ou se tornam processos de negociação dentro de um barco institucional. Em 2004, por exemplo, no Uruguai quando o povo obrigou o governo estatal a colocar uma cláusula que coloca um ponto final na disputa pela água. Já na Bolívia se instaurou uma guerra, com mortos e feridos, que ninguém queria. Cada povo tem sua característica, somos diferentes.

Qual principal ensinamento que você deixa aos brasileiros?
Uma das coisas mais importantes que os brasileiros podem fazer é difundir informação. Um povo desinformado é um povo derrotado. Aqui os jornalistas têm o papel importante. Eu não acredito em uma imprensa independente e, sim, comprometida com a resistência dos povos. Informação é uma arma importante na organização das pessoas. Formas organizativas que permitem uma verdadeira participação das pessoas, sem hierarquias, sem autoritarismos, organizações horizontais, como as que aconteceram na Bolívia, Equador, Argentina, nos Estados Unidos, com o Ocuppy, na Espanha, com os Indignados, na Grécia, Itália. Vários povos que se uniram para enfrentar os poderes e derrotá-los. A organização e mobilização das pessoas é importante para que os poderosos vejam que existimos, porque se não nos tratam como invisíveis e, assim, podem dar prosseguimento a suas políticas de expropriação e de crime.

Fonte: carosamigos.com

domingo, 10 de julho de 2016

México: conflito e morte de professores que protestavam contra desmonte da escola pública




Greve dos professores contra privatização do Ensino desdobra-se em manifestações, bloqueios, comunas. Polícia reprime com violência e mortes, mas movimento não recua. Zapatistas podem envolver-se

Por Scott Campbell*, na ROAR Magazine | Tradução Democratize
Em um comunicado divulgado na sexta-feira, 17 de junho, os zapatistas colocaram as seguintes questões relacionadas com a greve em curso dos professores nacionais no México:
“Eles apanharam, jogaram gás neles, os prenderam, os ameaçaram, sofreram disparos, calúnia, com o governo declarando estado de emergência na Cidade do México. Qual é o próximo passo? Irão desaparecer com os professores? Será que vão matá-los? A reforma educacional vai nascer por cima do sangue e cadáveres dos professores?”
No domingo, 19 de junho, o Estado respondeu a estas perguntas com um enfático “Sim”. A resposta veio na forma de fogo de metralhadora da Polícia Federal dirigidas contra professores e moradores que defendem o bloqueio de uma estrada em Nochixtlán, uma cidade no sul do estado de Oaxaca.
Inicialmente, o ministério de Segurança Pública de Oaxaca afirmou que a Polícia Federal estava desarmada e “nem mesmo carregava bastões”. Após ampla evidência visual e uma contagem de corpos de manifestantes mortos no “confronto”, o Estado admitiu que policiais federais abriram fogo contra o bloqueio, matando seis. Enquanto isso, os médicos em Nochixtlán divulgaram uma lista de oito mortos, 45 feridos e 22 desaparecidos. Na segunda-feira, o Coordenador Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), disse que dez foram mortos no domingo, incluindo nove de Nochixtlán.
Os professores pertencentes à CNTE, uma facção mais radical de cerca de 200 mil dentro dos 1,3 milhões do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Educaçãpo (SNTE), o maior sindicato da América Latina, estão em greve por tempo indeterminado desde o dia 15 de maio. Sua demanda principal é a revogação da “Reforma Educacional”, iniciada pelo presidente do México, Enrique Peña Nieto em 2013.
Um plano neoliberal baseado em um acordo de 2008 entre o México e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a reforma visa padronizar e privatizar o sistema de educação pública do México, bem como enfraquecer o poder do sindicato dos professores. Os professores também estão exigindo mais investimento em educação, liberdade para todos os presos políticos, além da verdade e justiça para os 43 desaparecidos de Ayotzinapa.



Fonte: outraspalavras
acesse AQUI!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Petição contra a mentira da Volkswagen - A favor da redução de emissões de gases

Fraude Volkswagen

Em protesto pacífico – realizado no domingo (22.11) em São Paulo e interrompido pela polícia –, exigimos que a
Volkswagen se comprometesse a parar de sacrificar nossa saúde e o meio ambiente, realizando testes realistas
e reduzindo as emissões de seus carros aos níveis praticados na Europa.
A Volkswagen fraudou testes de emissões de quase 12 milhões de veículos ao redor do mundo. Para alertar
 a montadora e seus consumidores que os produtos VW estão associados a risco de vida e destruição do
 meio ambiente, planejamos suspender um carro da marca com um guindaste e pendurar um banner
 advertindo sobre os impactos desses veículos. Mesmo com o bloqueio do protesto pelas autoridades,
conseguimos passar nosso recado para a VW.
Não podemos aceitar as mentiras da VW. Acesse o site e peça à Volkswagen para reduzir as 
emissões de todos os veículos da marca no Brasil aos níveis utilizados na Europa. Assine nossa petição
e a compartilhe com seus amigos e familiares.
Junte-se a nós! Precisamos da ajuda de todos para realizar esta grande mudança. 
Fabiana Alves
Greenpeace Brasil

domingo, 22 de novembro de 2015

Alunos cantam Chico Buarque contra fechamento de escolas!

O desmonte da educação pública orquestrado pelo Tucanos é gritante. É a barbárie falando mais alto. Não obstante a isso, os estudantes se organizaram. Dezenas de escolas ocupadas, protestos por melhoria na educação são fundamentais nesses tempos - tempo de privatização de setores chaves para qualquer Estado-Nação.


Uma verdadeira aula de cidadania!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Revista MOVIMENTAÇÃO reconhecida e indexada no LATINDEX.

Revista discente do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal da Grande Dourados


A revista MovimentAção é uma revista elaborada a partir dos esforços dos pós-graduandos do Mestrado em Sociologia da UFGD. É uma revista discente que cada vez mais torna rica e produtiva a experiência acadêmica. Uma novidade agora é que a revista MovimentAção foi reconhecida e indexada internacionalmente pelo Indice Latinoamericano de Publicaciones Científicas Seriadas de América Latina, Caribe, España y Portugal – LATINDEX.

Portal da revista: CLIQUE AQUI!

Informações sobre a indexação do periódico: CLIQUE AQUI!

domingo, 10 de maio de 2015

O massacre do Paraná - Nunca Esqueça!




A Assembleia Legislativa é mais uma das casas do povo, onde qualquer cidadão pode assistir às votações e se expressar. Foi assim na primeira tentativa ardilosa do Governo no Paraná ao tentar pagar as dívidas do seu governo com dinheiro dos professores. 
Mas as manifestações acuaram os parlamentares que desistiram dessa votação.

domingo, 3 de maio de 2015

Os professores são a bola da vez do autoritarismo dos poderosos: Beto Richa massacra os professores no Paraná!

Uma total vergonha para o país e para nós que pagamos toda a estrutura dos estados e municípios. O governo do Paraná, na figura de Beto Richa, realiza o que foi um padrão na história do Brasil: manutenção do poder via coerção policial.
O poder pelo poder, sem diálogos, sem ao menos ouvir a sociedade civil. A democracia não é apenas a prática do sufrágio universal. A democracia demanda debate, diálogo, articulação e ouvir os anseios da população. Os trabalhadores são os que realmente produzem algo neste país. Não obstante, os governos se alinham com uma elite econômica poderosa. Tais governos não defendem sua população, pelo contrário, utilizam de meios variados [judiciário, coerção policial, legislativo cooptado] para conseguirem conquistas de grupos mandatários, de manutenção do status quo. 

O que ocorre no Paraná, não é isolado. É triste ver que isso ocorre em várias partes do país [sem a visibilidade merecida]. Os povos indígenas, os trabalhadores sem teto, a população de baixa renda, os trabalhadores sem terra, a população pobre nos mais de 5 mil municípios brasileiros, os jovens negros, são os que mais sofrem -  são as minorias sem voz e sem vez!



Imagens:

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As fotos acima são do site Brasil Post.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

PROGRAMA POPULAR: Massa crítica articulada




1.   Lutar contra um golpe e em defesa do aprofundamento da democracia popular no País;
2.   Lutar contra os ajustes neoliberais que o governo Dilma está implementando por meio de corte de gastos sociais e de direitos dos trabalhadores;
3.   Defender a Petrobras e o direito do povo brasileiro sobre as reservas de petróleo, frente à ofensiva do capital internacional que, com seus prepostos nos brasileiros, está tentando desmontar a empresa e privatizar a riqueza do Pré-sal;
4.   Denunciar os corruptos e corruptores que apareceram na Petrobras, nos casos de envio de dólares para contas secretas na Suíça, nas obras do metrô e trens de São Paulo, no caso de Furnas, em Minas Gerais, e em outros casos emblemáticos;
5.   Lutar por uma reforma política no País. Que começa pela proibição de financiamento privado das campanhas, para isso é urgente a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento sobre financiamentos, mas também a aprovação do projeto de lei da coalizão democrática e o plebiscito popular para que o povo decida pela convocação de uma assembleia constituinte;
6.   Lutar por uma reforma dos meios de comunicação;
7.   Lutar por uma reforma tributária que altere as regras de impostos, em que os ricos e milionários paguem a conta.


Tais mudanças seriam importantes para abrir caminho para uma sociedade mais democrática e antecipar outras reformas estruturais – reforma da educação, reforma urbana e reforma agrária.


Trecho com base em “um programa popular” de João Pedro Stedile, publicado na revista Caros Amigos ano XIX, n. 217, abril-2015.

sábado, 18 de abril de 2015

A HISTÓRIA A MUDANÇA - History of Change


No que se refere a sociedade, não é possível alterá-la apenas mudando hábitos e consumo. É preciso que movimentos sociais atuem em prol de estabelecer as transformações significativas da sociedade. Os movimentos sociais são a base para uma outra concepção de mundo e se articulam para manter ou mudar as relações sociais em uma sociedade. Optamos pela mudança! [Miro e Documentário Hoje!]

domingo, 15 de março de 2015

Agricultura Organica - ABC da agricultura com Jairo Rivera



(Primeira das várias partes da oficina)

Uma das mais completas oficinas de agricultura orgânica, dada por Jairo Restrepo Rivera, hoje convidado pelas principais universidades na América do Sul e Europa. Fala em primeiro lugar do papel das multinacionais de agrotóxicos, da contaminação do meio-ambiente e no organismo humano, fala dos custos externalizados, como doenças, contaminação da água. Sobre a resistência das pragas aos agrotóxicos, que a cada dia são mais tóxicos.

Fala do papel social da agricultura, nas tradições e na soberania e liberdade de um povo.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Disturbios Raciais nos EUA

11/17 de agosto 1965: Watts - Los Angeles. A detenção por policiais brancos do jovem negro Marquette Frye, durante uma operação na estrada provoca uma revolta no gueto de Watts, em Los Angeles. Durante seis dias, esse bairro da periferia se transforma em uma zona de guerra, onde os guardas nacionais realizam patrulhas em jipes, armados com metralhadoras. É declarado toque de recolher. O saldo é dramático: 34 mortos, muitos feridos, 4.000 detidos e danos estimados em mais de US$ 40 milhões.
12/17 de julho 1967: Newark - Nova Jersey. Uma briga entre dois policiais brancos e um taxista negro desencadeia uma revolta no gueto de Newark. A violência dura cinco dias com um registro de 26 mortos e 1.500 feridos.
23/28 de julho 1967: Detroit - Michigan. Distúrbios eclodem em Detroit após uma intervenção policial na rua 12, de maioria negra. Guardas nacionais e militares são mobilizados. Os confrontos deixam 43 mortos e mais de 2.000 feridos. Os distúrbios se estendem para vários estados, entre eles Illinois, Carolina do Norte, Tennessee e Maryland. Ao longo de 1967, 83 pessoas morrem em episódios de violência racial em 128 cidades.
4/11 de abril 1968: Após o assassinato do pastor Martin Luther King em Memphis (Tennessee) em 4 de abril, a violência se espalha por 125 cidades dos Estados Unidos, deixando pelo menos 46 mortos e 2.600 feridos. Em Washington - onde dois terços da população é negra - são registrados incêndios intencionais e saques. Um dia depois, as desordens se estendem para o centro da cidade e chegam a 500 metros da Casa Branca. O presidente Lyndon B. Johnson recorre à 82ª Divisão Aerotransportada do Exército para controlar a situação.
17/20 de maio 1980: Liberty City - Miami. Três dias de revolta deixam 18 mortos e mais de 400 feridos no bairro negro de Liberty City, em Miami (Flórida). A violência eclodiu após a absolvição em Tampa de quatro policiais brancos acusados de espancar até a morte um motociclista negro que havia furado um sinal vermelho.
30 de abril/1º de maio 1992: Los Angeles. A absolvição de quatro policiais brancos que no dia 3 de março de 1992 haviam matado um motorista negro, Rodney King, incendeia a cidade de Los Angeles. A violência se propaga para São Francisco, Las Vegas, Atlanta e Nova York, deixando 59 mortos e 2.328 feridos.
9 de abril 2001: Cincinnati - Ohio. Um policial branco mata um jovem negro de 19 anos, Timothy Thomas, durante uma perseguição em Cincinnati. Seguem-se quatro dias de violência durante os quais 70 pessoas ficam feridas. Timothy Thomas, que não estava armado, foi o décimo quinto negro abatido pela polícia desde 1995.
9/19 agosto 2014: Ferguson - Missouri. A morte do jovem negro Michael Brown, de 18 anos, baleado por um policial provoca dez dias de violência em meio à população negra e às forças de segurança, que utilizam fuzis e veículos blindados. No dia 24 de novembro, ocorrem novos distúrbios em Ferguson após o anúncio do abandono das acusações contra o policial.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Quando sinto que já sei (2014)





(Brasil, 2014, 78 min. - Direção: Antonio Sagrado, Raul Perez, Andreson Lima)


Sinopse Oficial: O documentário “Quando sinto que já sei” registra práticas educacionais inovadoras que estão ocorrendo pelo Brasil. A obra reúne depoimentos de pais, alunos, educadores e profissionais de diversas áreas sobre a necessidade de mudanças no tradicional modelo de escola.

Projeto independente, o filme partiu de questionamentos em relação à escola convencional, da percepção de que valores importantes da formação humana estavam sendo deixados fora da sala de aula.

Durante dois anos, os realizadores visitaram iniciativas em oito cidades brasileiras – projetos que estão criando novas abordagens e caminhos para uma educação mais próxima da participação cidadã, da autonomia e da afetividade.
A etapa final do projeto foi financiada com a colaboração de 487 apoiadores pela plataforma de financiamento coletivo Catarse.

www.quandosintoquejasei.com.br
facebook.com/quandosintoquejasei

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Livro o Segundo Sexo vol.1 - Simone de Beauvoir de 1949

Cópia digital do livro "O Segundo Sexo", volume 1 (Fatos e Mitos), publicada por Simone de Beauvoir em 1949.
simone de beauvoir - o segundo sexo - vol 1 -

O Segundo Sexo é um livro clássico sobre a situação da mulher. Foi publicado por Simone de Beauvoir em 1949. No Brasil, encontra-se esgotado. Os poucos exemplares existentes em bibliotecas e sebos se encontram mal conservados. Esta cópia do livro pode ser utilizada em trabalhos acadêmicos, pois preserva a estrutura original da publicação.

========O Segundo Sexo, vol.1: Fatos e Mitos==========

PRIMEIRA PARTE
CAPÍTULO I ? Os dados da biologia
CAPÍTULO II ? O ponto de vista psicanalítico
CAPÍTULO III ? O ponto de vista do materialismo histórico

SEGUNDA PARTE
HISTÓRIA
I
II
III
IV
V

TERCEIRA PARTE
OS MITOS
CAPÍTULO I
CAPÍTULO II
I ? Montherlant ou o pão do nojo
II ? D. H. Lawrence ou o orgulho fálico
I I I ? Claudel e a serva do Senhor
IV ? Breton ou a poesia
V ? Stendhal ou o romanesco do verdadeiro
VI ?
CAPÍTULO III
URL:: http://feminista.wordpress.com
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2008/01/409659.shtml

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

25/07 - Dia Internacional de Luta das Mulheres Negras Latino Americanas e Caribenhas

Interessante a charge de Latuff que chama atenção a questão da igualdade de gênero. Ou melhor, a luta pela igualdade de gênero. As mulheres negras possuem ainda mais um desafio: o de obter reconhecimento de direitos negados.
Se as mulheres como um todo sofrem sob a dominação masculina. A mulher negra ainda carrega o estereótipo de um povo massacrado pela escravidão. O preconceito contra a mulher negra é severo. A mídia monopoliza um ideal de mulher, a mulher sensual, submissa e com o cabelo liso
Nesse sentido é preciso que a mulheres se unam em um movimento legítimo para enfrentar desafios de um mundo globalizado - porém desigual.

Charge de Latuff.
fonte: http://latuffcartoons.wordpress.com/

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Hiato: (2008)


Sinopse:
Em agosto de 2000 um grupo de manifestantes organizou uma ocupação em um grande shopping da zona sul carioca. O episódio obteve grande repercussão na imprensa nacional e ainda hoje é discutido por alguns teóricos. O filme recuperou imagens de arquivo e traz entrevistas de alguns personagens 7 anos após essa inusitada manifestação.
Dados do Vídeo:
Direção: Vladimir Seixas
Áudio: Português
Duração: 00:19:23
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Assistir online

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Essa é a cara da Democracia / This is what Democracy looks like (2000)


Sinopse:
O objetivo do filme é defender a idéia da união de grupos que lutam contra a economia capitalista, entendida como uma ferramenta na manutenção das desigualdades e da exploração do homem. O filme trabalha para construir uma idéia de luta única entre todas as categorias, demonstrando como a aliança entre elas significa uma força maior diante da opressão do Estado e das classes dominantes, trabalhando com a idéia de que o inimigo é único.
Nesse sentido, o filme também aborda a idéia de que a luta contra as desigualdades deve ser global, pois os efeitos da desigualdade do capitalismo são sentidos em todos os pontos do globo. Tanto as relações comerciais entre os países quanto à relação entre as classes sociais são pautadas pelas desigualdades e pela exploração. As imagens selecionadas buscam caracterizar o movimento como pluralista e abrangente, além de ilustrá-lo como um movimento criativo, festivo e, de maneira geral, pacifista - sem perder, contudo, o sentimento de protesto e de transformação da sociedade.
Assim como se tratou de um movimento pluralista, a nacionalidade dos ativistas também era bastante variada; militantes de grupos da Ásia, América Latina e Europa compareceram aos protestos, formando uma multidão de dezenas de milhares de pessoas, uma massa heterogênea, mas com uma única vontade: acabar com as injustiças sociais e com a exploração predatória da Terra justificadas pelo lucro burguês. Outro ponto levantado pelo filme é o de esclarecer a horizontalidade do movimento.
Os relatos coletados demonstram como o movimento foi organizado sem a necessidade de um uma liderança formal ou de um núcleo único de coordenação das atividades. A espontaneidade dos ativistas e das entidades participantes, assim como o diálogo existente para coordenar as atividades foram a chave para a resistência e para a manutenção das ações que duraram dias. Dessa forma, o filme visa a interpretação de que é possível a luta de maneira autônoma às velhas formas, geralmente centralizadas pelos partidos políticos, cujas táticas já foram, de certa forma, incorporadas pelo sistema e cujos efeitos estão em questão atualmente.
Uma parte importante do documentário é dedicada a discutir a violência policial empregada na repressão aos protestos. Cassetetes, bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e o spray de pimenta foram as armas utilizadas pela policia para conter o avanço e dispersar a multidão que bloqueava as ruas do centro de Seattle. A repressão é mostrada como exagerada e excessiva. Diversos casos de abuso foram relatados e mostrados pelas câmeras. Manifestantes sentados e desarmados foram atingidos por gás de pimenta atirado por policiais contra os seus olhos, de maneira proposital, além de agressões com cassetetes e prisões não justificadas de centenas de ativistas.
Dessa maneira, o título surge no filme como um questionamento a democracia existente, classificando-a como uma farsa. A liberdade de expressão e outros direitos civis são deliberadamente violados diante do questionamento ao status quo de nossa sociedade e diante da crítica ao modelo econômico moderno. Os protestos geraram um ambiente instável entre os líderes reunidos em Seattle. As ruas bloqueadas, os constantes enfrentamentos com manifestantes acirraram o clima do Fórum.
Os representantes de países em desenvolvimento aproveitaram o questionamento das ruas para levantar dúvidas quanto à democracia existente dentro do próprio fórum, alegando a pressão exercida pelas potências mundiais sobre os países do terceiro mundo e as condições desfavoráveis oferecidas a eles nas negociações de tratados. Este ponto já é considerado pelo filme uma importante vitória do movimento, pois o som dos protestos nas ruas provocou um eco capaz de levantar questões fundamentais para a discussão do comércio mundial, unindo os líderes dos países em desenvolvimento em torno do desejo de condições mais igualitárias entre as nações no mercado global.
Um capítulo especial é dedicado a discutir a mídia e seu envolvimento na cobertura dos protestos. Tendo como informação importante que 8 grandes corporações dominam mais da metade dos veículos tradicionais de mídia  nos EUA, sendo que o seu financiamento e sua manutenção dependem diretamente do capital de grandes empresas, o autor põe em xeque a credibilidade desses veículos, demonstrando sua imparcialidade e sua incapacidade de abordar os fatos de maneira isenta. Além disso, as imagens expõem a discrepância entre as cenas captadas pelos ativistas e as chamadas exibidas pelas redes de TV norte-americanas que tendam caracterizar o movimento de maneira superficial e violenta, legitimando a ação repressiva da policia, omitindo as razões do movimento e suas pautas.
A repercussão dos protestos foi tão expressiva dentro da sociedade americana, como também as conseqüências negativas para o andamento do Fórum estavam tão evidentes, que o governo norte-americano se viu na obrigação de tomar uma decisão controversa. O envio da Guarda Nacional (Unidade do exército norte-americano destinada à proteção do país contra ameaças externas) às ruas de Seattle foi de fato um dos maiores sinais de que aquela mobilização estava atingindo proporções inéditas e que era visto com grande preocupação pelo Estado norte-americano, devido ao fato de começar a interferir na dinâmica dos acordos realizados no fórum da OMC.
O documentário termina declarando a vitória do movimento, pois ele foi capaz de expor ao mundo o descontentamento de diversos grupos sociais e políticos em relação a dinâmica econômica existente e ao privilégio dado ao setores  que exploram a força de trabalho em busca de maiores lucros.
Os discursos do final demonstram a vontade de que os acontecimentos daqueles dias de 1999 não se encerrem ali e que eles sejam o nascimento de algo ainda maior, onde todas as contradições do sistema capitalista sejam expostas a fim de convocar os cidadãos do mundo a pensar em outra forma de integrar o mundo, pois a oposição a globalização está no fato dela ser ditada por uma economia que visa à exclusão e dominação.
A mensagem principal do filme é a de união de todas as lutas, pois elas expressam a mesma vontade de superar o paradigma do capitalismo e a construção de uma sociedade mais justa e onde a competição seja substituída pela colaboração.
Dados do Arquivo:
Direção: Jill Friedberg e Rick Rowley
Qualidade: DVDRip
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 491 MB
Duração: 01:08:50
Formato: AVI
Servidor: Mega
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Download:
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Assistir online

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Estamos há um mês do dia 'de bike ao trabalho'

 

 

 

 

ACEITA O DESAFIO?

O que é #DeBikeaoTrabalho?

A campanha #DeBikeaoTrabalho é realizada pelo Bike Anjo junto com vários parceiros com a simples e animada intenção de fazer com que mais pessoas optem pela bicicleta como um saudável e inteligente meio de transporte ao trabalho! 0=D
Programe-se: o dia #DeBikeaoTrabalho 2014 será no dia 09 de maio, segunda Sexta-feira do mês!

Qual a novidade deste ano?

Nessa 2ª edição vamos lançar um desafio por semana, começando na próxima semana!

Em cada desafio, organizações, empresas, governos ou mesmo você como pessoa poderá se engajar e fazer sua parte!
E aí? Vai encarar?

Como você e seus colegas já podem se organizar?

Não precisa esperar os desafios, não! Comece a participar agora mesmo!
Como?

E claro! Vamos pedalar no dia 9 de maio!!! \o/




Fonte: bikeanjo