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domingo, 5 de abril de 2020

O coronavírus e a economia - Quais as nossas opções?



Um vídeo muito explicativo, elucidador sobre as situações possíveis da crise atual. Há um elemento de incerteza, todavia, podemos ter três hipóteses possíveis. Ou seja, o vídeo tece um debate sobre os três cenários que podemos ter pela frente:

  1.  não fazer quarentena ou fazer apenas quarentena vertical; 
  2. fazer quarentena horizontal sem ampliar os gastos públicos de forma
    contundente e rápida; 
  3. fazer quarentena horizontal e ampliar os gastos públicos para
    garantir renda para famílias e empresas e os recursos para a saúde.
O vídeo de animação está publicado no canal agazetinha  e teve o apoio do grupo de estudos GESP - Grupo de Economia do Setor Público, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


 O estudo citado da Imperial College de Londres está disponível neste link www.imperial.ac.uk/mrc-global-infectious-disease-analysis/news--wuhan-coronavirus/


Algumas estratégias para enfrentar a crise:


-Aporte de recursos financeiros a todos os esforços governamentais (sobretudo na área de saúde) necessários ao enfrentamento direto da crise epidêmica, independente do custo.
- Plano urgente de transferências unilaterais de renda, emergenciais e temporárias, a trabalhadores desempregados, autônomos e em afastamento sem vencimentos. Caso essas transferências não sejam feitas, será muito difícil restringir os movimentos dos trabalhadores informais para frear a epidemia.
- Plano de assistência direta na forma de bens e serviços (sobretudo alimentos e medicamentos) para grupos de maior vulnerabilidade (moradores de rua, etc.), sem acesso às condições mínimas de segurança alimentar, aos serviços de saúde, etc.
- Redução temporária de impostos e outras contribuições de setores da economia mais atingidos pela crise, sobretudo para pequenas e médias empresas.


 De acordo com pesquisadores da área econômica da UFRJ, a situação pode piorar muito para a ordem social caso não sejam tomadas medidas importantes. Abaixo há ênfase em alguns elementos. Essas medidas foram publicadas em: https://ufrj.br/noticia/2020/03/18/coronavirus-grupo-de-trabalho-faz-reflexao-sobre-economia-do-brasil.

Veja abaixo alguns pontos cruciais.

Se não forem realizados os enfrentamentos pode ocorrer:



Num quadro de isolamento, o fechamento de espaços, a paralisação de uma série de atividades e a restrição aos fluxos de pessoas produzem efeitos consideráveis sobre qualquer economia. Em geral, pode-se falar em:

- Paralisação de algumas atividades produtivas (bens e serviços);
- Desestruturação de algumas cadeias produtivas;
- Problemas de abastecimento de alguns bens e serviços;
- Fragilização e risco de falências em alguns setores;
- Aumento das demissões em geral;
- Aumento dos afastamentos sem remuneração;
- Inviabilização de parte do trabalho de autônomos;
- Aumento da pobreza e da miséria;
- Aumento da inadimplência em geral;
- Fragilização setor bancário e risco de corrida bancária com efeitos sobre o sistema de pagamentos da economia;
- Fuga de capitais associados a ataques especulativos e perdas de reservas internacionais;

domingo, 17 de novembro de 2019

Estado mínimo ou um burro-neoliberalismo?




A economia do governo Bolsonaro, a partir das práticas desmanteladoras do seu ministro da fazenda Paulo Guedes, é um estado mínimo do ponto de vista das políticas públicas, da rede de proteção social em saúde, educação e direitos trabalhistas para a população. Por outro lado, é um Estado Máximo de neoliberalismo burro entreguista. No qual o mercado é defendido, a partir de uma aceleração de privatização e entreguismo de elementos que são estratégicos para qualquer país.

O discurso de nacionalismo não tem base na prática. Na realidade concreta o que é possível ver é uma passagem direta de recursos e riquezas para grandes empresas - com a falsa promessa de que encolher o Estado é melhor para todos. O fenômeno de trabalho precarizado é uma constante ainda maior - com as novas formas das relações de trabalho que surgem cada vez mais defendendo um certo "empreendedorismo" - novas tarefas que não tem proteção social. 

Excluídos do mercado, mesmo que formados e com qualificação, estão se sujeitando aos trabalhos precarizados, com empresas com preços determinados por algorítimo - sem regulação, sem limites de horas trabalhados... o caso da uberização!


O caminho a seguir, com certeza não é o que estamos alinhados com nação. Direitos para os trabalhadores parece uma utopia. Principalmente num contexto que apresenta um exército de reserva por conta da modernização dos ofícios - cerca de 50% dos trabalhos no Brasil poderia ser automatizado. O que fazer? 


Enfrentar o capital financeiro improdutivo é um caminho possível. Discutir criticamente a agenda econômica - que é uma versão piorada da agenda do governo Temer, que mostra um autoritarismo que nos afasta da justiça social. O futuro que se apresenta é: a prisão para os sujeitos que podem ser encarcerados e, por outro lado, perda de direitos para os trabalhadores em geral.


segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Em entrevista a Revista Fórum, João Pedro Stedile, afirma que o futuro do Brasil é ser um novo Chile

por Revista Fórum

João Pedro Stedile na entrevista. Foto: Valter Campanato


Em entrevista ao UOL, o coordenador nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), João Pedro Stedile avalia que a classe trabalhadora brasileira pouco se mobilizou contra as reformas realizadas pelo governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PSL), mas que isso é “questão de tempo”. De acordo com ele, por conta das medidas neoliberais do atual governo, “o futuro que nos aguarda é o Chile”.

“Certamente o povo brasileiro vai se levantar muito antes do que o Bolsonaro imagina”, avalia Stedile. “Enquanto permanecer esse tipo de política, essa visão estúpida do [Paulo] Guedes, o futuro que nos aguarda é o Chile”, conclui, em referência à economia liberal do país vizinho que gerou as recentes manifestações populares contra o governo chileno. Para ele, ainda, Bolsonaro não tem base social nas Forças Armadas para cumprir a promessa de reprimir eventuais protestos no país.

“A classe trabalhadora não se mobilizou, mas isso é só questão de tempo. Porque a lógica da mobilização das massas não é uma questão que depende de direção ou nós aqui decidirmos. Há uma lógica que leva um tempo até as massas se darem conta”, explica Stedile, defendendo que o país verá em breve grandes mobilizações contra o atual presidente.

O coordenador do MST ainda compara a situação chilena com o cenário de outros países da América Latina. “Vocês viram aí no Chile. Foi aumentando, aumentando a panela de pressão. Aí quando eles aumentaram em 20 centavos a passagem do metrô, explodiu. Ou seja, todo aquele tensionamento vai explodindo. Assim aconteceu no Peru, assim aconteceu no Equador. Aqui no Brasil também vai ser assim”, explica.



Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/enquanto-permanecer-essa-visao-estupida-do-guedes-o-futuro-que-nos-aguarda-e-o-chile-diz-stedile-do-mst/

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Acompanhe a movimentação de navios pelo globo!




Created by London-based data visualisation studio Kiln and the UCL Energy Institute



Acesse o portal www.shipmap.org para observar a movimentação de navios pelo planeta e outros dados como o material transportado e o gasto energético.

domingo, 10 de julho de 2016

México: conflito e morte de professores que protestavam contra desmonte da escola pública




Greve dos professores contra privatização do Ensino desdobra-se em manifestações, bloqueios, comunas. Polícia reprime com violência e mortes, mas movimento não recua. Zapatistas podem envolver-se

Por Scott Campbell*, na ROAR Magazine | Tradução Democratize
Em um comunicado divulgado na sexta-feira, 17 de junho, os zapatistas colocaram as seguintes questões relacionadas com a greve em curso dos professores nacionais no México:
“Eles apanharam, jogaram gás neles, os prenderam, os ameaçaram, sofreram disparos, calúnia, com o governo declarando estado de emergência na Cidade do México. Qual é o próximo passo? Irão desaparecer com os professores? Será que vão matá-los? A reforma educacional vai nascer por cima do sangue e cadáveres dos professores?”
No domingo, 19 de junho, o Estado respondeu a estas perguntas com um enfático “Sim”. A resposta veio na forma de fogo de metralhadora da Polícia Federal dirigidas contra professores e moradores que defendem o bloqueio de uma estrada em Nochixtlán, uma cidade no sul do estado de Oaxaca.
Inicialmente, o ministério de Segurança Pública de Oaxaca afirmou que a Polícia Federal estava desarmada e “nem mesmo carregava bastões”. Após ampla evidência visual e uma contagem de corpos de manifestantes mortos no “confronto”, o Estado admitiu que policiais federais abriram fogo contra o bloqueio, matando seis. Enquanto isso, os médicos em Nochixtlán divulgaram uma lista de oito mortos, 45 feridos e 22 desaparecidos. Na segunda-feira, o Coordenador Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), disse que dez foram mortos no domingo, incluindo nove de Nochixtlán.
Os professores pertencentes à CNTE, uma facção mais radical de cerca de 200 mil dentro dos 1,3 milhões do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Educaçãpo (SNTE), o maior sindicato da América Latina, estão em greve por tempo indeterminado desde o dia 15 de maio. Sua demanda principal é a revogação da “Reforma Educacional”, iniciada pelo presidente do México, Enrique Peña Nieto em 2013.
Um plano neoliberal baseado em um acordo de 2008 entre o México e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a reforma visa padronizar e privatizar o sistema de educação pública do México, bem como enfraquecer o poder do sindicato dos professores. Os professores também estão exigindo mais investimento em educação, liberdade para todos os presos políticos, além da verdade e justiça para os 43 desaparecidos de Ayotzinapa.



Fonte: outraspalavras
acesse AQUI!

domingo, 13 de março de 2016

O negócio da Revolução - The Business of Revolution



Sinopse Docspt: "A mudança democrática foi exigida em todo o Oriente Médio. Mas poderá o que parece ser uma revolução espontânea, na verdade, ser um evento planejado estrategicamente com muita antecedência e fabricado por "consultores de revolução"? Srdja Popovic foi um dos fundadores da organização "Otpor", uma escola de revoluções. Ele foi fundamental na derrubada de Slobodan Milosevic na década de 1990 e já inspirou uma nova geração de ativistas. Comentaristas políticos como William Engdahl estão convencidos que a Otpor está sendo financiada pelos EUA. "As pessoas da Otpor deram-nos um livro que descreve todas as suas estratégias", diz Ezzedine Zaatour da revolta tunisina. Esse livro foi escrito por um americano, Gene Sharp, e agora é considerado o "livro guia da revolução", sendo usado por movimentos de oposição em todo o mundo."

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Por que a Síria? - Why Syria? [2015]


Por que a Síria? Veja o vídeo e compreenda um pouco mais a situação do país, que realizou uma tentativa de "Primavera" e agora está atolada em uma Guerra Civil monstruosa por conta da ISIS.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Equação da barbárie







Parece um número qualquer. Uma frase que lembra operações matemáticas. Entretanto não é tão simples assim. É, o número é assustador quando começamos a refletir sobre ele. Esse número nos diz o quanto vivemos em um mundo desigual, em uma sociedade estratificada até o pescoço. Ao contrário dos arautos do globalitarismo, o mundo do capital monopolista é o da barbárie.

É uma vergonha. Um total descaso contra a humanidade. A revista Caros Amigos propôe um dossiê especial que trate do tema. Em especial o enriquecimento privado, o poder dos bancos e das multinacionais. Esperamos e defendemos que os jornalistas se atrevam a falar de coisas que são veladas e que são proibidas pela grande mídia, a PIG.


Estamos no aguardo. Porém, enquanto esperamos podemos ver que os próprios CEO's assumem que ganham muito dinheiro do que poderiam gastar. Há publicações, pesquisas e vídeos documentários que tratam da desigualdade no mundo. 




quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Catastroika - 2015




Devido as políticas de austeridade e com tantas crises no  sistema capitalista é cada vez mais frequente que Estado-Nações se curvem aos desmandos do capital. Infelizmente, serviços públicos essenciais como telefonia, água, esgoto, transporte são objetos de empresas em busca de geração de lucro. A democracia, a cidadania são postas de lado no contexto da globalização, que segundo Milton Santos é a barbárie do "globalitarismo" desenfreado. [por Documentario Hoje]

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Apesar da crise viralizou na internet - mídida tradicional burra!

 

por Pragmatismo Político:

Texto que ironiza a forma como a mídia tradicional noticia a crise econômica no Brasil viralizou na internet. Conteúdo também sugere um exercício de cidadania que pode ser praticado por qualquer um

apesar da crise pablo villaça
(GGN/Imagem)
Eu fico realmente impressionado ao perceber como os colunistas políticos da grande mídia sentem prazer em pintar o país em cores sombrias: tudo está sempre “terrível”, “desesperador”, “desalentador”. Nunca estivemos “tão mal” ou numa crise “tão grande”.
Em primeiro lugar, é preciso perguntar: estes colunistas não viveram os anos 90?! Mas, mesmo que não tenham vivido e realmente acreditem que “crise” é o que o Brasil enfrenta hoje, outra indagação se faz necessária: não lêem as informações que seus próprios jornais publicam, mesmo que escondidas em pequenas notas no meio dos cadernos?
Vejamos: a safra agrícola é recordista, o setor automobilístico tem imensas filas de espera por produtos, os supermercados seguem aumentando lucros, a estimativa de ganhos da Ambev para 2015 é 14,5% maior do que o de 2014, os aeroportos estão lotados e as cidades turísticas têm atraído número colossal de visitantes. Passem diante dos melhores bares e restaurantes de sua cidade no fim de semana e perceberá que seguem lotados.
Aliás, isto é sintomático: quando um país se encontra realmente em crise econômica, as primeiras indústrias que sofrem são as de entretenimento. Sempre. Famílias com o bolso vazio não gastam com supérfluos – e o entretenimento não consegue competir com a necessidade de economizar para gastos em supermercado, escola, saúde, água, luz, etc.
Portanto, é revelador notar, por exemplo, como os cinemas brasileiros estão tendo seu melhor ano desde 2011. Público recorde. “Apesar da crise”. A venda de livros aumentou 7% no primeiro semestre. “Apesar da crise”.
Uma “crise” que, no entanto, não dissuadiu a China de anunciar investimentos de mais de 60 bilhões no mercado brasileiro – porque, claro, os chineses são conhecidos por investir em maus negócios, certo? Foi isto que os tornou uma potência econômica, afinal de contas. Não?
Se banissem a expressão “apesar da crise” do jornalismo brasileiro, a mídia não teria mais o que publicar. Faça uma rápida pesquisa no Google pela expressão “apesar da crise”: quase 400 mil resultados.
“Apesar da crise, cenário de investimentos no Brasil é promissor para 2015.”
“Cinemas do país têm maior crescimento em 4 anos apesar da crise”
“Apesar da crise, organização da Flip soube driblar os contratempos: mesas estiveram sempre lotadas”
“Apesar da crise, produção de batatas atrai investimentos em Minas”
“Apesar da crise, vendas da Toyota crescem 3% no primeiro semestre”
“Apesar da crise, Riachuelo vai inaugurar mais 40 lojas em 2015″
“Apesar da crise, fabricantes de máquinas agrícolas estão otimistas para 2015″
“Apesar da crise, Rock in Rio conseguiu licenciar 643 produtos – o recorde histórico do festival.”
“Honda tem fila de espera por carros e paga hora extra para produzir mais apesar da crise,”
“16º Exposerra: Apesar da crise, hotéis estão lotados;”
“Apesar da crise, brasileiros pretendem fazer mais viagens internacionais”
“Apesar da crise, Piauí registra crescimento na abertura de empresas”
Apesar da crise. Apesar da crise. Apesar da crise.
A crise que nós vivemos no país é a de falta de caráter do jornalismo brasileiro.
Uma coisa é dizer que o país está em situação maravilhosa, pois não está; outra é inventar um caos que não corresponde à realidade. A verdade, como de hábito, reside no meio do caminho: o país enfrenta problemas sérios, mas está longe de viver “em crise”. E certamente teria mais facilidade para evitá-la caso a mídia em peso não insistisse em semear o pânico na mente da população — o que, aí, sim, tem potencial de provocar uma crise real.
Que é, afinal, o que eles querem. Porque nos momentos de verdadeira crise econômica, os mais abastados permanecem confortáveis — no máximo cortam uma viagem extra à Europa. Já da classe média para baixo, as consequências são devastadoras, criando um quadro no qual, em desespero, a população poderá tender a acreditar que a solução será devolver ao poder aqueles mesmos que encabeçaram a verdadeira crise dos anos 90. Uma “crise” neoliberal que sufocou os miseráveis, mas enriqueceu ainda mais os poderosos.
E quando nos damos conta disso, percebemos por que os colunistas políticos insistem tanto em pintar um retrato tão sombrio do país. Porque estão escrevendo as palavras desejadas pelas corporações que os empregam.
Como eu disse, a crise é de caráter. E, infelizmente, este não é vendido nas prateleiras dos supermercados.

domingo, 15 de março de 2015

Agricultura Organica - ABC da agricultura com Jairo Rivera



(Primeira das várias partes da oficina)

Uma das mais completas oficinas de agricultura orgânica, dada por Jairo Restrepo Rivera, hoje convidado pelas principais universidades na América do Sul e Europa. Fala em primeiro lugar do papel das multinacionais de agrotóxicos, da contaminação do meio-ambiente e no organismo humano, fala dos custos externalizados, como doenças, contaminação da água. Sobre a resistência das pragas aos agrotóxicos, que a cada dia são mais tóxicos.

Fala do papel social da agricultura, nas tradições e na soberania e liberdade de um povo.

terça-feira, 10 de março de 2015

Thomas Piketty na TV Cultura (fev/2015)






Mesmo que o Roda Viva tenha atualmente quase que exclusivamente jornalistas de meios de comunicação mais conservadores, aristocráticos e reacionários do país, sem falar na própria TV Cultura, que hoje se tornou muito diferente do que era há 20 anos atrás, é uma oportunidade enorme conhecer Thomas Piketty, autor do best seller mundial “O Capital no séc. XXI”.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A história da pobreza




 Um documentário da BBC que busca a raízes da pobreza em fases diversas da história humana.
















Para assistir ao documentário em Full HD e sem legendas fixas, clique aqui.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

A Distribuição de Renda nos EUA (dublado)


A Distribuição de Renda nos EUA (dublado)



(EUA, 6:28 min.)


O neoliberalismo consiste em certas políticas, defendidas pela imprensa corporativa, como privatizações, Estado mínimo, Bancos Centrais independentes, corte de gastos públicos, flexibilização das leis trabalhistas e liberdade para que o mercado dite as regras da economia.
Nos EUA, essas políticas vem sendo implantadas desde os anos 80. De lá para cá, profundas transformações sociais ocorreram nos EUA: O país que após a II Guerra era dos melhores lugares para se viver no mundo, onde um trabalhador médio tinha acesso a uma grande qualidade de vida, hoje tem uma jornada de trabalho exaustiva e com pouco direitos, com um salário irrisório.
Ao mesmo tempo, o 1% da população do topo da pirâmide social tornou-se muito mais rica (os 400 americanos mais ricos detém mais renda que 200 milhões de cidadãos estadunidenses) enquanto a vasta maioria ficou mais pobre, muitos abaixo da linha da pobreza.
Esse vídeo faz uma análise dos dados da distribuição de renda atual americana:
- a que os americanos achariam justa
- a que eles acham que existe
- e a que existe de fato.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Hiato: (2008)


Sinopse:
Em agosto de 2000 um grupo de manifestantes organizou uma ocupação em um grande shopping da zona sul carioca. O episódio obteve grande repercussão na imprensa nacional e ainda hoje é discutido por alguns teóricos. O filme recuperou imagens de arquivo e traz entrevistas de alguns personagens 7 anos após essa inusitada manifestação.
Dados do Vídeo:
Direção: Vladimir Seixas
Áudio: Português
Duração: 00:19:23
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Assistir online

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A linguagem dos Bancos


Medium_ti_finance
Imagem: Transparência Internacional


Se você ainda não se matriculou na academia, não se preocupe! Mude sua promessa de ano novo: aprender uma nova língua. Mas precisa ser uma que traga mais resultados do que uma bebida ou o caminho da piscina. É hora de aprender a língua do mundo financeiro – e acredite, você vai precisar disso!

Para que o desafio fique mais fácil, a Transparência Internacional (TI), organização que a AMARRIBO representa no Brasil, elaborou um Glossário Financeiro. É fundamental a promoção da transparência, da integridade e da responsabilização dentro das instituições financeiras e empresas em geral para reprimir o comportamento corrupto e antiético.
A indignação pública raramente se volta ao setor financeiro. Uma das razões é o fato das empresas e das instituições financeiras serem vistas, muitas vezes, como instituições complexas, cercada de termos e jargões difíceis de entender. O Glossário Financeiro da TI destina-se a explicar e esclarecer os principais termos de forma clara e simples. O Glossário está disponível para download em inglês e espanhol aqui.
Para começar, aqui estão alguns termos que você vai escutar bastante neste ano:
Recuperação de Ativos: é o processo legal em que um país, um governo e/ou um cidadão recupera recursos, patrimônios e/ou outros bens, roubados pela corrupção, que estão em outra jurisdição.
A recuperação dos ativos decorrentes de atos de corrupção é uma questão essencial na luta contra os efeitos da corrupção. Nos diversos países que apresentam altos níveis de corrupção, a recuperação de ativos é importante não só para aumentar a confiança no governo, mas também para reaver os recursos necessários para o desenvolvimento do país.
Por essas razões, a recuperação de ativos foi definida como um dos principais temas da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, prevendo ampla cooperação e assistência entre os Estados Partes com relação à restituição de ativos. Os governos devem forte cooperação entre suas agências nacionais e para permitir um fluxo mais rápido e eficaz de informações, e também para criar estruturas legais que permitam que os casos de recuperação de ativos sejam julgados com eficiência.
Lavagem de Dinheiro: é o processo ilegal de alterar a origem, a propriedade ou o destino de um recurso, com o objetivo de esconder o ato do desvio do dinheiro e a prática ilícita por trás dele fazendo com que a transferência pareça legal. É dar fachada de dignidade a dinheiro de origem ilegal.
O crime, muitas vezes, é um negócio, ou seja, tem objetivo de lucro. Os fundos são gerados através de atividades ilegais como trafico de drogas, corrupção, comércio de armas, prostituição, crimes de colarinho branco, terrorismo, extorsão, fraude fiscal entre outros, que são encobertos. Os responsáveis por essas operações fazem com que os valores obtidos através das atividades ilícitas sejam dissimulados ou escondidos, aparecendo como resultado de operações comerciais legais e que podem ser absorvidas pelo sistema financeiro, naturalmente.
Empresas de fachada e laranjas são utilizadas em lavagem de dinheiro. Governos devem estabelecer a obrigatoriedade de registros públicos para divulgação dos fundos de investimentos das empresas, dificultando assim atos ilícitos.
Beneficiário Efetivo: é a pessoa que, em última análise, possui, controla ou se beneficia de uma empresa, seus fundos e rendas. Quando as empresas não são obrigadas a fornecer detalhes sobre seus beneficiários efetivos, fica mais fácil a realização de atos corruptos e lavagem de dinheiro através dela.
É importante saber quem está por trás de uma empresa. Em 2013, o Reino Unido se comprometeu a exigir essa informação de suas empresas em registros obrigatórios e abertos ao público. Em 2014, o Parlamento Europeu deverá votar sobre o mesmo tema e estabelecer registros, assim como as Ilhas Cayman e Ilhas Virgens Britânicas, que estão realizando consultas sobre o tema.
Paraísos Fiscais: são as jurisdições, incluindo cidades, estados ou países, que concedem um tratamento fiscal que beneficia quem não mora no local, e possui taxas mínimas de impostos, atraindo assim prestadores de serviços financeiros. Devido ao fato de muitos paraísos fiscais serem jurisdições sigilosas, eles servem como abrigo para operações ilegais.
Para evitar esse tipo de operação econômica é importante que os paraísos fiscais elevem seus padrões de transparência, responsabilidade e integridade.
Quer conhecer mais jargões financeiros? Acesse aqui a aprenda outros termos.


Fonte: Amarribo Brasil

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Mc dia feliz !? Não, passo longe! Consumo alienado.




Chef de Cozinha vence na justiça contra a rede de Fast Food McDonald's

O chef Jamie Oliver, acaba de vencer uma batalha contra a mais poderosa cadeia de Junk Food do mundo. Uma vez que Oliver demonstrou como são produzidos os hambúrgueres, o McDonald’s anunciou que mudará a receita. De acordo com Oliver, as partes gordurosas da carne são “lavadas” com hidróxido de amônia e, em seguida, são utilizadas na fabricação do “bolo” de carne para encher o hambúrguer. Antes deste processo, de acordo com o apresentador, essa carne já não era apropriada para o consumo humano.
Oliver, chef ativista radical, que assumiu uma guerra contra a indústria de alimentos, diz: estamos falando de carne que tinha sido vendida como alimento para cães e após este processo é servida para os seres humanos. Afora a qualidade da carne, o hidróxido amônia é prejudicial à saúde. Qual dos homens no seu perfeito juízo colocaria um pedaço de carne embebido em hidróxido amônia na boca de uma criança?
Em outra de suas iniciativas Oliver demonstrou como são feitos os nuggets de frango: Depois de serem selecionadas as “melhores partes”, o resto- gordura, pele, cartilagem, víceras, ossos, cabeça, pernas - é submetido a uma batida - separação mecânica - é o eufemismo usado por engenheiros de alimentos, e, em seguida, essa pasta cor de rosa por causa do sangue é desodorada, descolorida, reodorizada e repintada, capeadas de marshmallow farináceo e frito, este é refervido em óleo geralmente parcialmente hidrogenado, ou seja, tóxico.
Nos EUA, Burger King e Taco Bell já abandonaram o uso de amônia em seus produtos. A indústria alimentar utiliza hidróxido de amônia como um agente anti-microbiano, o que permitiu ao McDonald’s usar nos seus hambúrgueres, carne, de cara, imprópria para o consumo humano.
Mas ainda mais irritante é a situação que essas substâncias à base de hidróxido de amônia sejam consideradas “componentes legítimos em procedimentos de produção” na indústria de alimentos, com a bênção das autoridades de saúde em todo o mundo. Portanto, o consumidor nunca poderá se informar quais produtos químicos são colocados em nossa comida.

domingo, 29 de setembro de 2013

Fabricando o conscenso: Noam Chomsky e a mídia - Manufacturing consent: Noam Chomsky and the media

Sinopse:


Noam Chomsky nasceu em Filadélfia em 1928 de família judia ucraniana. Desde cedo se aproximou das idéias libertárias de pensadores judeus como Martin Buber, Gershom Scholem e da tradição dos emigrantes anarco-sindicalistas. Professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology), aos 30 anos já era internacionalmente famoso pelas suas pesquisas em lingüística e suas teorias revolucionárias sobre estrutura da linguagem: a gramática generativa.

Aquele que podia ter sido um pacato e famoso professor universitário, não compactuou, no entanto, com o poder. Tal como havia feito nos anos 30 - quase criança- manifestando sua solidariedade aos libertários espanhóis vítimas do fascismo de Franco, nos anos 60 foi um dos principais intelectuais presentes na oposição à guerra do Vietnã participando também das lutas dos direitos civis que abalaram o establishment norte- americano. Chomsky mostrou como um intelectual pode viver duas vidas: a dum cientista brilhante e a do engajamento nas causas sociais. A partir daí podemos encontrar ao lado da obra do famoso lingüista, as análises ácidas do analista independente capaz de escrever Os Novos Mandarins, Ano 501: A Conquista Continua ou As Ilusões Necessárias: O Controle do Pensamento nas Sociedades Democráticas. Uma obra que se estende por mais de cinqüenta livros traduzidos em todo o mundo.

A maior parte do seu tempo fora do MIT e da pesquisa universitária é gasto dando conferências para grupos comunitários e alternativos por toda a América do Norte. Para ele compromisso social é isso: defesa da liberdade, da justiça e da autonomia dos cidadãos. Essa radical generosidade tanto se manifesta na oposição à arrogância imperial norte-americana, quanto na solidariedade aos palestinos -ele que é um judeu-, ou no apoio à causa do povo maubere de Timor, essa ilha perdida na Oceania, onde se fala o português.

De forma desconcertante, desmontando os discursos dos intelectuais e especialistas da sociedade do espetáculo, Chomsky afirma: "Para analisar as ideologias, basta um pouco de abertura de espírito, de inteligência e um cinismo saudável. Todo o mundo é capaz de fazê-lo. Temos de recusar que só os intelectuais dotados de uma formação especial são capazes de trabalho analítico. Na realidade, isso é o que alguns nos querem fazer querer..."

Talvez por essa sua independência, sua autonomia, Noam Chomsky tem sido um intelectual suspeito para a esquerda dogmática, até porque sua visão libertária sempre o fez duvidar dos caminhos autoritários do socialismo de estado. Nos anos 80 afirmava: "Para a esquerda, a queda da tirania soviética foi uma alegria e uma pequena vitória. Sempre é positivo que desapareça uma forma de opressão." Talvez por isso sua obra seja tão herética para as grandes editoras dos EUA, quanto para as confrarias da esquerda brasileira. Por essa razão a dificuldade de encontrar algumas das obras fundamentais de Chomsky em língua portuguesa, e também por isso o silêncio na universidade brasileira em relação ao mais conhecido e influente pensador norte-americano, contrastando com a omnipresença dos mais medíocres pensadores da ortodoxia marxista.

Mas pensar independentemente na sociedade de massas, onde os mídia domesticam o pensamento e fabricam os consensos -essa é opinião de Chomsky- é talvez o maior desafio dos intelectuais da nossa época. "O cidadão só tem uma maneira de defender-se do sistema de propaganda: o de adquirir algum controle sobre sua vida, vencendo o isolamento e organizando-se", "as idéias da livre associação, do controle popular das instituições e de derrubada das estruturas autoritárias são o caminho da liberdade e da democracia."

Segundo Chomsky a "fabricação de ilusões necessárias para a gestão social é tão velha como a história." mas, foi a partir do começo do nosso século com o autoritarismo comunista e fascista que se criou o atual "modelo de propaganda" onde a instrumentalização dos cidadãos se faz através dos mais poderosos meios de manipulação de massas criados até hoje pelo o homem: a imprensa, o radio e a televisão.
Dados do Arquivo:
Direção: Mark Achbar e Peter Wintonick
Qualidade: DVDRip
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 1.20 GB
Duração: 02:47:40
Formato: AVI
Servidor: 1Fichier