segunda-feira, 11 de março de 2013

Ciclista atropelado e sem socorro!

É de uma indignação tremenda o que acontece no trânsito brasileiro. Precisamos entender que as vias públicas são destinadas a todos: ciclistas, pedestres, motoristas, motociclistas.
Na rua mais movimentada de São Paulo um ciclicta foi atropelado por um veículo em alta velocidade. O condutor do automóvel atropelou, não prestou ajuda e ainda jogou o braço do cidadão [que foi arrancado] no córrego.


"Não foi acidente. É algo que se repete a todo dia! Descaso da sociedade do automóvel".


É muito gritante a violação da dignidade humana. A falta de moral e ética que fazem pessoas sentirem-se além do bem e mal. O motorista do veículo merece repúdio da sociedade. Não obstante, as autoridades precisam estabelecer de uma vez por todas punição efetiva para aqueles que trazem risco aos outros no trânsito.


Leia abaixo as reportagens na íntegra.


Ciclista atropelado tem o braço arrancado

Ciclista é atropelado na avenida paulista

Trabalho escravo em MS



A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o proprietário da Fazenda Paraíso, em Corumbá (MS), foi aceita pela Justiça Federal em 4 de março de 2013. O fazendeiro é acusado de reduzir trabalhador rural à condição análoga à de escravos, sujeitando-o a situações degradantes de trabalho. A vítima trabalhava há 17 anos na Fazenda Paraíso e chegou a ficar 4 anos sem salário, recebendo apenas alimentos. A pena para este crime é de reclusão de dois a oito anos e multa. O trabalhador, a mulher e 8 filhos viviam em péssimas condições, sem água potável e moradia digna. O flagrante foi feito pela Polícia Militar Ambiental em novembro de 2011. Constatou-se que a família vivia em uma casa de pau-a-pique, revestida com barro, e chão de terra. Um banheiro rudimentar feito de madeira, com 2 metros de profundidade e a 4 metros da casa, servia à família. A única fonte de água era uma cacimba cavada a céu aberto contendo líquido esverdeado. Não havia energia elétrica e toda a família dividia o mesmo quarto mal ventilado.
Segunda a denúncia do MPF, o trabalhador, pressionado pelo fazendeiro, modificou o seu relato e contou uma nova versão à polícia, tentando afastar a responsabilidade de seu patrão. A denúncia cita que a tentativa foi “em vão”.
A Fazenda Paraíso está localizada a 350 km de Corumbá, entre a reserva indígena Guató e o destacamento do Exército Brasileiro de Porto Índio. O local fica na divisa entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e na fronteira com a Bolívia. Não há sinal de telefone nem internet. O acesso à fazenda é feito por via aérea ou pelo rio. A viagem de barco rápido dura sete horas.



Fonte: www.midiamax.com.br

domingo, 10 de março de 2013

Dicas para Segurança do Ciclista no Trânsito




Veja no site do Bike Anjos diversas dicas para manter uma pedalada segura. É fundamental a informação para que possamos ter um trânsito para todos os usuários da via.

Pedalar é muito bom, mesmo para quem não o faz todos os dias. Pedale ao menos aos finais de semana e verá a diferença na saúde, no corpo e na mente.







Abaixo há links com dicas importantes:

Porque o ciclista deve ocupar a faixa?

 Como se manter seguro ?




Dia Internacional da Mulher: a opressão persiste!

Opressão

É comemorado o dia Internacional da Mulher em 08 de Março. Mudanças ocorrem na sociedade as culturas são dinâmicas e há uma nova e maior participação da mulher. Não obstante, concomitantemente às mudanças, é reproduzido a ideologia machista que mantém o statu quo com práticas e pensamentos reacionários. A opressão, a diferença, a discriminação existem nas profissões, nas escolas, na política e na família.

Quem dúvida da continuidade ideológica da opressão é só ligar a TV: propaganda de cervejas que exploram o corpo feminino como mercadoria, programas sensacionalistas, saúde da mulher = magra e com cabelo liso, onde o corpo é mais importante do que a pessoa.




As mulheres possuem uma trajetória de luta. Direitos conquistado - e não doados pelos homens. Suas conquistas são resultados de mobilizações, reivindicações, protestos que tendem a exterminar ou diminuir as diferenças entre homens e mulheres.




Gênero

A utilização do conceito de gênero tem contribuído para um melhor entendimento da opressão da mulher e do conjunto das relações sociais. Ele nos remete para a ideia de relações opressoras de sexo/gênero, permite evidenciar que , além de exploração entre as classes sociais, existe a divisão sexual também desigual.

Não é possível falar em diferenças sexuais só na origem. A construção cultural e histórica das relações de gênero devem ser entendidas juntamente com os seus significados. O patriarcado é um problema a ser superado, contudo há também a luta de classes.

São varias questões a serem abordadas para a emancipação da mulher. Entender a questão da representação do feminino, lutar contra as desigualdades e preparar um ambiente de educação e cidadania plena. Pois é preciso deixar como legado a possibilidade de representação feminina nas esferas de poder. 

Ler e dialogar com várias correntes teóricas que refletiram sobre o tema da emancipação feminina se faz necessário. Autores que iniciaram a construção, muitas vezes de maneira limitada, das histórias das lutas devem ser entendidos no contexto histórico. Karl Marx, Friedrich Engels, Lênin, Elizabeth Lobo, Branca Moreira Alves, Pierre Bourdieu, Gayle Rubin, entre outros.



Dados

1922 - Criação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino.
mesmo ano, realização da Semana de Arte Moderna [destaque de Anita Malfadi e Tarsila do Amaral]

1932 - Luta das sufragistas, direito ao voto e garantindo direitos das mulheres trabalhadoras na CLT.

1964 a 1985 - luta contra o regime mlitar e pelas liberdades democráticas

1988 - Constituição de 88 inclui no Art. 5º, Inciso I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.
Art. 7º, Inciso, XVIII, direito à licença da gestante [120] dias, sem prejuízo do emprego e do salário; Inciso XXV, assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até seis anos de idade em creches e pré-escolas; Inciso XXX, proibição de diferenças de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil.

1989 - Criação da 1º Coordenadoria da Mulher [em São Paulo governo da Luiza Erundina].

Década de 1990 - Participação na promoção das Conferências Mundiais, organizadas pela ONU - ECO 92; Direitos Humanos [Viena 83, Cairo 94, Beijing 95], nas quais o Estado deve assumir políticas publicas para as mulheres.

1996 - Instituição das cotas de 30% a 70 % para cada sexo na composição das chapas majoritárias dos partidos políticos.

2006 - Lei Maria da Penha, sancionada pelo Presidente da República determinando que, desde então , todo caso de violência doméstica contra a mulher passa a ser considerada crime.

2010 - Eleita a 1º Presidenta do Brasil em outubro.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Imigração Clandestina

O vídeo do [com a música de Manu Chao] trata de um dos fenómenos da migração humana. É um movimento migratório do ponto de vista do país receptor. Este fenómeno verifica-se maioritariamente em países desenvolvidos, que tendem a ser os países onde mais se verifica o fenómeno da imigração, sendo maioritariamente entre países desenvolvidos e de países em desenvolvimento para países desenvolvidos. Os imigrantes oriundos de países em desenvolvimento são maioritariamente de países: de África, da América do Sul e da Ásia.


A imigração em geral ocorre por motivos pessoais ou pela busca de melhores condições de vida e de trabalho por parte dos que imigram, ou ainda para fugir de perseguições ou discriminações por motivos religiosos ou políticos. Foi o principal motivo dos movimentos migratórios ocorridos da Europa e da Ásia para as Américas no século XIX e também no início do século XX (muito embora houvesse também o interesse na entrada de imigrantes, por razões demográficas ou para o "branqueamento" de sua população, por parte dos países de acolhimento). Esse processo também pode ser incentivada por governos de países que queiram aumentar o tamanho e/ou a qualificação de sua população, como ainda fazem, por exemplo, o Canadá e Austrália desde o século XX.

terça-feira, 5 de março de 2013

Morre Hugo Chávez - Presidente da Venezuela


Ferrenho crítico do neoliberalismo e do governo dos Estados Unidos, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, morreu aos 58 anos nesta terça-feira (5), vítima de um câncer na região pélvica, com o qual convivia há um ano e meio. Desde que sua enfermidade foi diagnosticada, em junho de 2011, Chávez passava longos períodos em Cuba, onde tratava a doença.

Antes de viajar à ilha pela última vez, em dezembro de 2012, Chávez fez um pronunciamento na televisão venezuelana, no qual aludiu ao risco de morte ou de complicações maiores. Na ocasião, ele também indicou o seu sucessor, o vice-presidente e chanceler Nicolás Maduro.

No dia 18 de fevereiro, Chávez voltou à Venezuela de forma de surpreendente após dois meses em Cuba. "Chegamos de novo à Pátria venezuelana. Obrigado Deus meu!! Obrigado povo amado!! Aqui continuaremos o tratamento", escreveu na ocasião em seu perfil no Twitter.
Desde então, a oposição vinha cobrando mais clareza por parte do governo sobre o estado de saúde o mandatário.

Em outubro de 2012, Chávez havia sido reeleito presidente da Venezuela, com 54% dos votos. Como faleceu antes de assumir o governo, o país deverá passar por novas eleições. O ex-governante já deixou o seu recado sobre o futuro do país. "Vocês todos têm de eleger Nicolás Maduro como presidente. Peço isso de coração", afirmou, durante seu pronunciamento na TV.
Foram mais de três décadas de vida política na Venezuela, que começou quando ele se formou em ciências e artes militares na Academia Militar da Venezuela, aos 21 anos.
Natural de Sabaneta, oeste da Venezuela, Chávez nasceu a 28 de julho de 1954. Ele era o segundo de seis filhos dos professores Hugo de los Reyes Chávez e Elena Frías de Chávez. Sua infância e adolescência, vividas em Sabaneta e Barinas, também no oeste do país, foram marcadas pelo gosto por esportes e artes – o presidente chegou a escrever alguns contos e obras de teatro.
Em 1975, ingressou na Academia Militar da Venezuela, e não demorou muito para que se tornasse tenente-coronel, em 1990. Sua ideologia esquerdista e a identificação com Simón Bolívar, um dos heróis da independência da Venezuela, o levaram a fundar o Movimento Bolivariano Revolucionário 200 (MBR200), que pregava a reforma do Exército e a mudança da ordem constitucional vigente.
Em fevereiro de 1992, orquestrou um golpe de Estado contra o então presidente Carlos Andrés Pérez, que estava envolvido em denúncias de corrupção. A tentativa fracassou e Chávez foi levado à prisão, onde permaneceu por dois anos. Já em 1997, ele fundou o Movimento Quinta República (MVR), agremiação pela qual venceu as eleições presidenciais do ano seguinte, com 56,5% dos votos.

Assim que tomou posse, em 1999, Chávez dissolveu o Congresso e convocou um referendo para a instauração de uma Assembleia Nacional Constituinte. Das 131 cadeiras, 120 pertenciam a aliados do então presidente. A nova Carta, aprovada por 71,21% dos eleitores, mudou o nome do país para República Bolivariana da Venezuela, outorgou maiores poderes ao Executivo, extinguiu o Senado – o Parlamento virou unicameral – e aumentou os direitos culturais e linguísticos dos povos indígenas. Novas eleições presidenciais foram realizadas em 2000, e Chávez foi reeleito com 59,7% dos votos.

Em 2002, o país passou por uma grave crise política depois que Chávez demitiu gestores da PDVSA – a petrolífera estatal venezuelana, que controla 95% da produção nacional – e substitui-los por gente de sua confiança. Opositores organizaram um golpe de Estado em abril do mesmo ano, que foi seguido de um contragolpe dois dias depois, já que forças leais a Chávez perceberam o clamor popular do líder. Com duração de 47 horas, este foi o golpe de Estado mais rápido da história.
Um referendo sobre a permanência de Chávez no poder foi realizado em agosto de 2004, e 58,25% dos votantes se mostraram favoráveis ao presidente. Em 2006, ele foi reeleito para um segundo mandato de seis anos. Mais uma vez, ele governou com grande apoio no Congresso, já que a oposição havia boicotado as eleições legislativas de 2005.

O primeiro revés veio no final de 2007, quando a população, após um plebiscito, negou uma reforma à Constituição. Em 2008, a oposição ganhou a prefeitura das duas maiores cidades do país, Caracas e Maracaibo, além de cinco Estados economicamente importantes (Zulia, Carabobo, Miranda, Táchira e Nueva Esparta).

Os revezes seriam em parte compensados em 2009, quando Chávez conseguiu a aprovação da reeleição ilimitada em um referendo no qual 54% dos votos foram favoráveis à proposta. Em 2012, ele disputou o pleito presidencial pela quarta vez e foi reeleito, mas não chegou a assumir o governo.


Aliados e inimigos

No campo da política externa, Chávez não escondia seu apreço por governantes como o boliviano Evo Morales, o equatoriano Rafael Correa e os cubanos Raúl e Fidel Castro, todos combatentes da diplomacia dos EUA. Por outro lado, era feroz crítico do governo da vizinha Colômbia, aliada dos EUA na América do Sul, e se desentendeu várias vezes com o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe (2002-2010).
Ainda no âmbito regional, Chávez era o principal defensor da Alba (Aliança Bolivariana para as Américas), bloco de cooperação regional fundado em 2004 em oposição à Alca (Área de Livre Comércio das Américas), proposta impulsionada pelos EUA desde a década de 90, mas que nunca foi criada.



Política interna

Enquanto presidente, Chávez trabalhou para diminuição da pobreza em seu país. Em 2003, ele implementou as "Misiones Bolivarianas", programas sociais voltados à população carente. Existem 26 missões – as mais conhecidas são a "Misión Robinson", que promove a alfabetização em regiões pobres, e a "Misión Barrio Adentro", que leva assistência médica a estas zonas.
Tais políticas contribuíram para a melhora na condição de vida dos venezuelanos. Segundo pesquisa do Instituto Datos, a renda da classe "E", a mais pobre do país e que concentra 15,1 milhões de pessoas (58% da população), aumentou 53% entre 2003 e 2004.

Antes, em 2001, ele havia baixado um decreto-lei conhecido como Lei dos Hidrocarbonetos, que fixou em 51% a participação do Estado no setor petrolífero – a Venezuela é o oitavo maior exportador mundial de petróleo, que representa 80% das exportações do país -- aumentou o preço dos royalties pagos por empresas estrangeiras pela exploração do líquido. A Lei de Terras e Desenvolvimento Agrário, do mesmo ano, estabeleceu a expropriação de terras improdutivas acima de 5.000 hectares.
Em 2007, em mais um gesto contra os opositores ao seu governo, o presidente decidiu não renovar a licença do canal de televisão aberta Radio Caracas Televisión (RCTV), que desde então é obrigada a transmitir via cabo.

Entre 2009 e 2010, o país sofreu uma grave crise energética após uma seca provocada pelo fenômeno climático El Niño. A oposição culpou o governo por não investir na área, e a população foi obrigada a fazer racionamento.

O dilema energético venezuelano persiste, e se juntou ao problema no sistema carcerário, explicitado após uma rebelião de mais de mil presos na cadeia de El Rodeo, a 40 km de Caracas, em junho de 2011, que deixou dezenas de mortos.


Herança familiar

Chávez deixa três filhas e um filho – três são fruto do casamento com Nancy Colmenares e uma nasceu da união com a jornalista Marisabel Rodríguez, de quem havia se separado em 2003. O ex-presidente ainda manteve um caso amoroso de dez anos com a historiadora Herma Marksman, enquanto estava com sua primeira mulher.

domingo, 3 de março de 2013

lutas.DOC





Título: Lutas.DOC 
Ano: 2010
Diretores: Daniel Augusto e Luiz BolognesiProdução: Brasil
Tema: Reflexão sobre uma série de assuntos relacionados ao brasileiro, como a cordialidade, seu preconceito, sua corrupção e a violência de forma geral que sofremos [e causamos]. Participam do debate figuras como Lula, Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Gianneti, Olgária Mattos, Laura de Mello e Souza, Marina Silva, Soninha, Ferrez, Júnior (AfroReggae) , João Pedro Stédile e Esmeralda Ortiz.

Link do Vídeo
Download: Torrent

O interessante desse documentário é a maneira que interpreta a história do Brasil. Não de uma forma ideológica dominante com histórias fictícias, com datas e "heróis" nacionais; o vídeo retrata as lutas travadas no país, e afirma que o brasileiro não é um povo tão pacífico assim.

Muito bom, o TVE reproduz esse vídeo aos domingos. Assisti o ano passado e vale muito a pena.




sábado, 2 de março de 2013

Catálogo dos Aparecidos Políticos




Exatamente há um ano o coletivo de arte ativista Aparecidos Políticos realizava uma suas primeiras atividades dentro de um edital público: A 'Exposição/Ocupação Rádio-Arte: Memórias e Resistências' realizada na Galeria Antônio Bandeira, em Fortaleza-CE.

Durante um mês ocuparam a galeria com a criação de uma estação de Rádio-livre que transmitia, em caráter de desobediência civil como questionamento à concentração nos meios de comunicação, ondas de rádio eletromagnéticas (103,5FM) - que era replicadas também pela internet. A ideia era criar naquele espaço, na relação com outros coletivos, artistas, transeuntes, colégios públicos e movimentos sociais um espaço de experimentação onde as pessoas poderiam não somente falar/usar a estação de rádio como também se apropriarem da mesma.

A exposição, além do caráter experimental de apropriação da rádio para além de um meio, contou também com a participação de registros fotográficos das ações dos Aparecidos e trabalhos de artistas ativistas como Carlos Latuff (Rio de Janeiro), GAC - Grupo De Arte Callejero (Argentina) e o Coletivo Político QUEM (São Paulo).


Baixe Aqui o Catálogo
Leia mais

Estuprar no Brasil não dá "punição"

É isso mesmo, as mulheres no Brasil são tratadas como coisa - como objeto de estimação. Jovens de uma banda na Bahia, violentaram duas adolescentes e estão livres para fazerem shows.


A questão de gênero está longe de ser resolvida por aqui! Se as pessoas respeitassem os direitos humanos, a equidade de direitos e a dignidade humana não haveria mais atos assim.

Pela lentidão da justiça " estruprar por aqui não dá punição" [fato].


Veja o relato abaixo sobre a audiência que já está adiada para Setembro de 2013.


Esta semana que passou, como muitos de vocês sabem, começou o julgamento dos integrantes da banda New Hit.
No dia 26 de agosto de 2012, na cidade de Ruy Barbosa, na Bahia, duas adolescentes foram estupradas por nove homens integrantes da New Hit, dentro do ônibus do grupo. As meninas se dirigiram ao veículo para pedir autógrafos e parabenizar um dos integrantes, que fazia aniversário. Lá, foram violentadas de forma brutal, com a conivência e também violência de um policial militar.
Entre os dias 18 e 20 de fevereiro, também em Ruy Barbosa, aconteceu a primeira audiência de instrução. É o momento em que a juíza ouve vítimas, testemunhas, defesa e acusação. Como não foi crime contra a vida, os estupradores não vão a Júri Popular, são julgados pela própria juíza a partir dos materiais colhidos na audiência de instrução.
O julgamento começou, mas está longe de ser concluído. Foi adiado para setembro. E, por mais vergonhoso que possa parecer, a banda continuará fazendo shows pelo nordeste. Sim, eles estão faturando alto em cima da fama que conseguiram. A repercussão foi ótima pra eles. O estupro compensa -- é a mensagem que está sendo passada pela lerdeza da Justiça e o habeas corpus para que respondam em liberdade. Por isso é fundamental que haja protestos e boicotes aos patrocinadores em cada cidade que a banda for se apresentar. Todo o nosso apoio nas redes sociais é essencial.
Houve muitos protestos em frente ao fórum esta semana. Pedi a essas feministas, essas minhas heroínas incansáveis, que escrevessem um guest post contando como foi estar lá, lutando contra os estupradores, dando força pras vítimas. Maíra Guedes, 26 anos, professora e integrante da Marcha Mundial das Mulheres, na Bahia, atendeu o meu pedido.




Fonte: www.midiaindependente.org  e  no blog Escreva, Lola, Escreva

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ação racista da PM de São Paulo

Por Nayhara Almeida de Sousa, do GERAA - Grupo de Estudos sobre Raça e Ações Afirmativas da UFMS. Para saber mais acesse: http://geraaufms.blogspot.com.br.

     Atualmente foram divulgados dados alarmantes sobre o extermínio da juventude negra como resultado de uma criminalização da pobreza brasileira mascarada por uma fracassada  guerra às drogas. A criminalização da pobreza funciona como uma espécie de controle militar e social exercido pela polícia. A Pobreza brasileira tem cor e é marcada pela falta de assistência do Estado e de políticas públicas de qualidade. Deste modo o Estado só aparece nas regiões com altos índices de violência em sua forma militar, a truculenta polícia militar brasileira.
    As notícias divulgadas pela imprensa de São Paulo, só vem afirmar o caráter racista da PM em considerar quem é o suspeito para cometer atos criminosos na região. No mês de dezembro após um assalto no bairro Taquaral, um dos mais nobres de Campinas a PM dá ordem para abordar negros e pardos. Em documento assinado pelo capitão Ubiratan de Carvalho Góes Beneducci, através de solicitação dos moradores do bairro, os policiais são orientados "a agir com rigor, caso se depare com jovens de 18 a 25 anos, que estejam em grupos de três a cinco pessoas e tenham a pele escura." Alguém ainda tem dúvida do racismo praticado pela polícia e sua relação direta com o extermínio da juventude negra?

Fonte: http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/questao-racial/violencia-racial/17038-campinas-apos-assalto-em-bairro-luxuoso-pm-da-ordem-para-abordar-negros-e-pardos
Imagem: Mães de Maio
 
 
 

O Combate à Corrupção nas Prefeituras do Brasil


Capa_5_edicao 
O livro "O Combate a Corrupção nas Prefeituras do Brasil" é um guia para a detecção de corrupção no âmbito municipal e de mobilização da sociedade civil para o controle social. Foi escrito a partir da experiência da AMARRIBO Brasil, da Rede AMARRIBO Brasil-IFC. 

A publicação descreve as principais formas que assume a fraude municipal, indica instâncias públicas de denúncia e apresenta casos práticos de participação cidadã. Também é contada a história do movimento que se iniciou em Ribeirão Bonito para combater a corrupção municipal e se disseminou pelo Brasil. Sua última edição conta ainda com informações sobre as recentes conquistas nacionais da sociedade civil, como a Lei da Ficha Limpa e a Lei de Acesso à Informação.

A versão eletrônica é disponibilizada gratuitamente em português e espanhol. Para adquirir a versão impressa acesse nossa loja virtual e faça seu pedido.


Faça aqui o download da 5ª Edição em Português e da 4ª Edição em Espanhol.
Para adquirir a versão impressa acesse nossa loja virtual e faça seu pedido.

Seminário Marx: A criação Destruidora

Karl Marx por Nobru (Folha de SP)
Retrato de Karl Marx feito com massinha pelo artista plástico Nobru



A Boitempo está por tras do projeto internacional. MARX: a criação destruidora terá início no dia 11/03, às 11h (R$10 para toda a etapa), pelo site http://marxcriacaodestruidora.com.br. A segunda etapa, intitulada IV Seminário Margem Esquerda: Marx e O capital, com destaque para a conferência do geógrafo britânico David Harvey, que lançará o livro Para entender O capital, e do cientista político alemão Michael Heinrich.

A segunda etapa também contempla vários debates com alguns dos mais renomados especialistas em Marx, como 

Francisco de Oliveira  [sociólogo]
João Quartim de Moraes [filósofo]
Emir Sader [sociólogo]
José Arthur Giannotti [filósofo]
Roberto Schwarz [crítico literário]
Leda Paulani [economista]
Paul Singer [economista]
Virgínia Fontes [historiadora]










Reportagem de Cassiano Elek Machado publicada na Folha de S.Paulo , 22 de fevereiro de 2013.


Nos arredores de Budapeste há um parque chamado Szoborpark, o Parque das Estátuas. Criado em 1993, este museu ao ar livre abriga esculturas que perderam espaço na Hungria com o fim do regime comunista.
Além de bustos de obsoletos líderes locais, como Béla Kun, estão lá, entre estátuas de Lênin e Stálin, diversas esculturas representando a efígie barbuda de Karl Marx.
Para muitos, nada mais adequado. Com o fim dos regimes comunistas, as ideias do intelectual alemão teriam virado perfeitos objetos de museu. Para outros tantos, porém, Marx (1818-1883), o autor do “Manifesto Comunista” (obra que completou ontem 165 aninhos), está mais vivo do que nunca.
No Brasil, ao menos, as ideias do filósofo, economista, cientista social, jornalista e historiador vivem um de seus grandes momentos.
Prova concreta disso chega nas próximas semanas às livrarias nacionais. A editora Boitempo, que vem lançando todas as obras de Marx e de seu parceiro intelectual,o compatriota Friedrich Engels (1820-1895), publica agora em março o primeiro dos três volumes de “O Capital”, seu trabalho de mais fôlego.
Será apenas a segunda edição integral brasileira do ensaio, lançado originalmente em 1867. Antes disso, houve apenas uma tradução completa, feita nos anos 1960 por Reginaldo Sant’anna (além de uma edição parcial, coordenada por Paul Singer, no início dos anos 1980).
Em conjunto ao lançamento da nova edição de “O Capital”, a Boitempo e o Sesc-SP promovem, a partir de março, um ciclo de palestras e debates sobre Marx que se estenderá até maio.
“Marx – A Criação Destruidora” (veja programação completa acima) terá a participação de mais de 20 intelectuais de diversas áreas do conhecimento, incluindo convidados internacionais de renome, como o filósofo esloveno Slavoj iek, o geógrafo britânico David Harvey, que lançará, na ocasião, o livro “Para entender ‘O Capital’”, e o cientista político alemão Michael Heinrich.


O CIENTISTA POLÍTICO

Heinrich tinha 14 anos quando começou a ler Karl Marx, ainda no colégio. Hoje, aos 55, trabalha no MEGA, codinome do projeto alemão Marx-Engels-Gesamtausgabe, que vem reestabelecendo os textos e publicando em edições críticas todas as linhas já escritas pela dupla.
O professor, que virá ao país para uma palestra em 22 de março intitulada “Os Manuscritos de Karl Marx e Friedrich Engels”, é autor de um popular livro de apresentação chamado “Uma Introdução aos Três Volumes de ‘O Capital” (sem edição brasileira).
A menção aos “três volumes” no título de seu livro não é casual. Quais seriam as suas sugestões para entender bem o intrincado “O Capital”?, lhe questiona a Folha.
“Vou resumir todas minhas dicas em uma só”, responde. “Leia ‘O Capital’ na íntegra.”
Heinrich, que vem trabalhando em perspectiva não ortodoxa marxista (o próprio Marx se disse “não marxista” em carta para o genro Paul Lafargue, lembra ele) para recuperar o legado intelectual do autor, diz que certos livros de introdução desvirtuam os objetivos da obra.
“As três partes do livro formam uma unidade. Se você ler apenas o primeiro volume terá uma visão não só incompleta, como errada. O sentido integral, mesmo de categorias como valor e mercadoria, só se revela com o final do livro”, afirma.
É preciso, diz ele, questionar o que Marx tenta analisar de fato. “Não era o capitalismo inglês nem o capitalismo do século 19, mas sim a organização interna do modo de produção capitalista, em seu ideal médio, como Marx resume no final do volume 3.”
Nessa perspectiva, sustenta ele, a leitura do livro hoje faria muito mais sentido (e a Folha perguntou a importantes intelectuais brasileiros “por que ler Marx hoje”). “Grande parte da análise que ele faz do capitalismo se aplica muito mais ao que aconteceu no século 20 e no 21 do que ao tempo dele.”
Heinrich diz que um dos grandes enigmas para ele “é entender como o trabalho de um homem que devotou a maior parte da vida à análise do capitalismo e fez pontuais notas sobre a sociedade capitalista é considerado o responsável por um modelo social extremamente autoritário chamado ‘socialismo’”.
Testemunha da queda do Muro de Berlim, em 1989, ele assistiu o interesse por Marx na Alemanha desabar, até ganhar empuxo novamente no final dos anos 1990.
Ele defende o projeto no qual trabalha, o MEGA (também chamado de MEGA-2, para se diferenciar de iniciativa semelhante dos anos 1920) por difundir uma visão mais científica de Marx.


O TRADUTOR
É com perspectiva condizente ao discurso de Heinrich que Rubens Enderle encarou a escalada do Everest que é a tradução de “O Capital”.
Já responsável, sozinho ou em parcerias, por traduções de importantes trabalhos de Marx para a Boitempo, como “A Ideologia Alemã” e “A Guerra Civil na França”, ele atuou durante dois anos no Marx-Engels-Institut da Academia de Ciências de Berlim-Brandemburgo, responsável pelo projeto MEGA.
Apesar de estar embebido em Karl Marx há muitas primaveras, Enderle, 38, diz que “não é marxista, mas sim um marxólogo”, diz o tradutor gaúcho-mineiro-alemão.
“Isso influenciou o trabalho de tradução, pois minha preocupação como tradutor é permanecer o mais fiel possível aos textos, o que, no caso de Marx, implica se desvencilhar de chavões e vulgaridades ideológicas que se acumularam sobre sua obra ao longo de séculos.”
Enderle, atualmente vivendo em Munique, ainda não chegou ao topo da montanha.
Ele está trabalhando no livro 2, que deve ser lançado no ano que vem.
Além das dificuldades tradicionais da tradução do alemão (“falta ao português palavras como ‘coisal’ ou ‘coisalmente’”), ele sublinha outras dificuldades técnicas específicas: “Há passagens em que Marx entra em detalhes sobre peças mecânicas, principalmente de relojoaria”. Um dicionário alemão de relojoaria foi de grande ajuda.
Segundo ele, o fato de a atual tradução ser a primeira baseada na edição MEGA trará mais diferenciais nos volumes 2 e 3 da obra, publicadas depois da morte de Marx.
Ivana Jinkings, diretora editorial da Boitempo, que tem extenso catálogo de marxistas, já publicou 15 obras de Marx e Engels (o campeão de vendas é “O Manifesto Comunista”, com 15 mil exemplares), diz que o volume 3 será lançado em 2015. Curadora de diversos seminários sobre Marx, incluindo o atual, ela espera bater o recorde de público desta vez. “Esperamos mais de 15 mil pessoas.”


Intelectuais brasileiros explicam por que ainda é importante ler Marx

Questionados pela Folha, quatro intelectuais brasileiros explicam as razões pelas quais os escritos do filósofo alemão Karl Marx são importantes até os dias de hoje e, por isso, ainda merecem leitura.

ROBERTO SCHWARZ, crítico literário
“Como percepção da sociedade moderna, não há nada que se compare a ‘O Capital’, ao ‘Manifesto Comunista’ e aos escritos sobre a luta de classes na França. A potência da formulação e da análise até hoje deixa boquiaberto. Dito isso, os prognósticos de Marx sobre a revolução operária não se realizaram, o que obriga a uma leitura distanciada. Outros aspectos da teoria, entretanto, ficaram de pé, mais atuais do que nunca, tais como a mercantilização da existência, a crise geral sempre pendente e a exploração do trabalho. Nossa vida intelectual seria bem mais relevante se não fechássemos os olhos para esse lado das coisas.”

JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI, filósofo:
“Os textos de Marx, notadamente ‘O Capital’, fazem parte do patrimônio da humanidade. Como todos os textos, estão sujeitos às modas, que, hoje em dia, se sucedem numa velocidade assombrosa. Depois da queda do Muro de Berlim, o marxismo saiu de moda, pois ficava provada de vez a inviabilidade de uma economia exclusivamente regida por um comitê central ‘obedecendo a regras racionais’, sem as informações advindas do mercado. Mas a crise por que estamos passando recoloca a questão da especificidade do modo de produção capitalista, em particular a maneira pela qual esse sistema integra o trabalho na economia. O desemprego é uma questão crucial. As novas tecnologias tendem a suprir empregos. Na outra ponta, o dinheiro como capital, isto é, riqueza que parece produzir lucros por si mesma, chega à aberração quando o capital financeiro se desloca do funcionamento da economia e opera como se a comandasse. A crise atual nos obriga a reler os pensadores da crise. Como cumprir essa tarefa? Alguns simplesmente voltam a Marx como se nesses 150 anos nada de novo tivesse acontecido. Outros alinhavam as modas em curso com os textos de Marx, apimentados com conceitos do idealismo alemão, da psicanálise, da fenomenologia heideggeriana. Creio que a melhor coisa a fazer é reler os textos com cuidado, procurando seus pressupostos e sempre lembrando que a obra de Marx ficou inacabada e sua concepção de história, adulterada, por ter sido colada, sem os cuidados necessários, a um darwinismo respingado de religiosidade.”


DELFIM NETTO, economista
“Porque Marx não é moda. É eterno!”


LEANDRO KONDER, filósofo:
“Os grandes pensadores são grandes porque abordam problemas vastíssimos e o fazem com muita originalidade. A perspectiva burguesa, conservadora, evita discuti-los. E é isso o que caracteriza seu conservadorismo. Marx é o autor mais incômodo que surgiu até hoje na filosofia. Conceitos como materialismo histórico, ideologia, alienação, comunismo e outros são imprescindíveis ao avanço do conhecimento crítico. Por isso, mais do que nunca é preciso frequentá-los.”

domingo, 24 de fevereiro de 2013

1984 e os Realitys Shows - Rituais de Sofrimento




Silvia Viana trata no video sobre a obra 1984 de George Orwell e compara com os atuais Realitys Shows. Descreve como fez o estudo do seu livro `Rituais de Sofrimento` que trata dos temas desses programas que produzem sofrimento e alienacao.




“o principal principio desses programas é a seleção, e não a vigilância”



Link sobre o livro:  Aqui
Editora: Boitempo